|
Pontes-passarelas servem a carros
e pedestres e definem a relação do prédio com a ilha
de Manhattan.
A excepcional localização do novo Instituto
Psiquiátrico do Estado de Nova York, em um dos últimos
grandes lotes disponíveis na ilha de Manhattan,
praticamente definiu o partido arquitetônico adotado.
O hospital é ligado, ao sul, por uma ponte/passarela
metálica ao vizinho complexo do Hospital Presbiteriano
de Colúmbia; ao norte, seu laboratório conecta-se, também
por ponte/passarela metálica, ao centro de pesquisa
médica Kolb. Situa-se entre duas grandes vias de
circulação da ilha, com vista privilegiada para
a bela ponte estaiada George Washington, sobre o rio
Hudson, que faz a ligação entre a zona norte de Manhattan
e o continente.
As pontes/passarelas criam
um cenário de grande impacto e beleza plástica: elas
permitem a passagem de automóveis, em sua parte superior,
e, embaixo, circulam os pedestres, protegidos pela cobertura
onde passam os carros. Com seis pavimentos, o hospital
psiquiátrico permite acesso ao público por dois locais:
na parte mais baixa, em frente à Riverside Drive, está
a entrada de automóveis; os pedestres entram pelas passarelas
suspensas e pelo belo lobby, no térreo, um dos pontos
de destaque do prédio.
O hospital é conformado por duas
grandes asas, cujo desenho curvilíneo permite inserir
o edifício de forma sutil no desenho urbano. Essas duas
asas - o laboratório de pesquisa, ao norte, e a área
destinada aos pacientes (internos e de tratamento por
consultas), ao sul - são integradas ao centro pelo átrio
monumental. Em formato triangular e com toda a intensidade
dramática de seu pé-direito sêxtuplo, estruturado em
metal e recoberto por pele de vidro, o átrio percorre
verticalmente todo o edifício. Uma forte luminosidade
natural fornece grande efeito na composição arquitetônica,
criando um espaço intencionalmente agradável para quebrar
a imagem de doença habitualmente associada a hospitais.
Um grande auditório está situado nesse nível, logo após
a entrada principal.
Toda a fachada voltada para a via
principal é revestida com pele de vidro, estruturada
em caixilhos de alumínio, acentuando a luminosidade
interna. Visto do alto, o hospital assume a forma
de um navio atracado, com as passarelas unindo-o
ao "porto", à ilha de Manhattan. As formas curvas com
que o autor trabalhou o desenho do hospital lembram
a sinuosidade característica de Niemeyer reconhecidamente,
uma das principais influências de Pran. Junto ao laboratório
de pesquisa, há ainda um espaço com capacidade para
acomodar 72 pacientes psiquiátricos não-internos, além
de outra ala para 24 pacientes comunitários e uma escola
pública para crianças em tratamento na instituição.
No subsolo fica o estacionamento para cem veículos.
(Edição
243 - maio 2000)
Conheça
o arquiteto.
|