|
Com localização privilegiada, o Metrópolis
Flat and Office, é o primeiro edifício da região
a adotar o conceito multiuso de escritórios e
flats. A associação de dois projetos em um único edifício
visou, segundo os arquitetos Jorge Königsberger e Gianfranco
Vannucchi, a redução de custos do empreendimento. A
privacidade, porém, não foi esquecida, já que o imóvel
tem acessos e circulações independentes.
O condomínio é dividido em residenciais numerados de
maneira seqüencial e tem três subsolos para estacionamento
e serviços básicos de hotelaria. O acesso ao
flat e às garagens ocorre pela avenida situada dois
níveis abaixo da entrada dos escritórios. Os autores
do projeto explicam que o fluxo de pessoas é o maior
desafio no planejamento de um prédio com essas características.
Um dos fatores que contribuíram para que os projetistas
adotassem a planta em “L” foi o aclive acentuado de
uma das laterais. A opção evitou obstruções visuais
e manteve a privacidade das pessoas, inviável caso uma
torre estivesse de frente para a outra. Por causa dessa
solução, a praça frontal tornou-se mais um ponto de
integração. No nível mais alto fica a entrada principal
do bloco de escritórios.
O flat ocupa a torre mais alta, com suas 212
unidades de 39 m2 cada, distribuídas por 21 pavimentos
de 545 m2. No mesmo piso destacam-se ainda um auditório
para 108 pessoas, três salas de reuniões, separadas
por divisórias articuladas, bar e restaurante, com acesso
pelo térreo de ambos os blocos. As circulações só voltam
a se encontrar no 11º andar, onde estão piscina, área
de fitness e sauna, comuns aos dois empreendimentos.
Construído sobre fundações de sapata isolada e estaca-raiz,
o prédio possui estrutura convencional de concreto,
caixilharia de alumínio e fachadas revestidas por cerâmica
em terracota escura (opção definida pela durabilidade
e praticidade de manutenção do material).
O lobby do flat, com 200 m2, caracteriza-se como
ambiente de passagem, com pequena área de estar
e espera voltada para uma cascata construída
sobre o desnível do terreno. A austeridade do ambiente,
baseada em um balcão de granito, móveis de design sóbrio
em tons escuros e painéis gráficos trabalhados em gesso,
só é rompida por estofados brancos.
Texto a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 247 Setembro 2000
|