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O MAC-Museu de Arte Contemporânea
da USP possui um dos mais completos acervos do Brasil.
Mas, até o final do ano passado, não
tinha instalações espaciais compatíveis
com a qualidade de suas obras. O projeto do escritório
Barbieri & Gorski Arquitetos Associados, centrado
na reestruturação interna, mas com marcante
intervenção na fachada, trouxe funcionalidade
e brilho à edificação. Graças
à sensibilidade do engenheiro João Paulo
Miguel, da construtora encarregada do trabalho,
houve também oportunidade de reformular a configuração
interna e alterar a fachada do museu.
As instalações de infra-estrutura
foram a motriz inicial do trabalho. "Era necessário
oferecer, prioritariamente, condições
técnicas ideais para abrigar e expor, em segurança,
todo o acervo", explica a arquiteta. Em relação
ao ar-condicionado, porém, havia um complicador:
a área destinada à central desses equipamentos
situava-se no coração do edifício.
Combinada com outras instalações, haveria
o risco, segundo Cecília, de se produzir um emaranhado
inadequado a um museu.
Fragmentando o salão em pequenas galerias,
definidas com paredes duplas de gesso acartonado, o
projeto pemitiu estabelecer diferentes áreas
expositivas, criar suportes para obras específicas
e estabelecer um necessário - e até então
inexistente - percurso museológico.
O espaço entre as paredes duplas foi destinado
itens de infra-estrutura. Apesar da alteração
na configuração interna, foram conservados
vários aspectos do desenho original - a área
com teto do tipo laje-dobradura e os setores banhados
por iluminação zenital, por exemplo.
As áreas de exposição formam dois
eixos principais nas laterais do prédio, conectados
por uma galeria de transição. Como as
paredes divisórias não tocam as laterais,
obteve-se maior fluidez e a sensação de
continuidade espacial.
O hall expandiu-se, recebendo o restaurante,
que antes ficava no fundo da edificação
e agora pode ser utilizado de forma independente. Um
auditório com 95 lugares e uma loja do museu
foram também incorporados.
Externamente, na fachada frontal, as pequenas aberturas
e o volume em alvenaria fechado e sisudo foram substituídos
por superfície envidraçada. Piso e marquise
recortados dentro desse plano conferem ao conjunto atmosfera
que convida ao ingresso e à fruição.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 256 junho 2001
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