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Para satisfazer as necessidades
do programa,
que exigia salas de aulas, biblioteca, ampla área
administrativa, depósito para mercadorias apreendidas
e restaurante, o arquiteto Mário Aloísio
Melo concebeu este projeto em três volumes
integrados.
Situado entre o mar e a rodovia AL-101 Norte,
o terreno abre-se para o entorno privilegiado, cercado
por belas paisagens. O projeto procurou tirar partido
da localização do lote, colocando a fachada
principal totalmente voltada para o poente e a posterior,
vazada, aberta para os ventos dominantes, para a insolação
nascente e para o mar próximo.
Entre os três blocos que compõem a escola,
um vazio central dá acesso ao hall, no
setor das salas de aulas, e à rampa que leva
ao pavimento superior, onde a área administrativa
da Secretaria da Fazenda estadual abriga-se em um grande
volume central plano e composto por um jogo entre o
fechamento frontal, com estreito rasgo horizontal no
alto da fachada, e face posterior descrevendo generosa
curva envidraçada.
Dessa fachada transparente, voltada para o nascente,
avista-se o mar, por entre o denso coqueiral
que recobre a área. Esse bloco funciona como
ponte entre os outros dois, o das salas de aulas, ao
norte, e o do depósito de mercadorias apreendidas
e restaurante, ao sul.
O acesso principal ao conjunto se dá pela
fachada poente, que está em desnível com
a rodovia. Como o terreno é bastante inclinado,
para obter mais visibilidade a edificação
ocupa um terço da parte superior do lote, em
nível com a estrada. Isso gerou um partido cujo
eixo principal segue em paralelo à via, privilegiando
a vista leste para a paisagem e adaptando os blocos
ao sítio.
Na escolha dos revestimento externos, a opção
foi por materiais de qualidade e durabilidade. Assim,
utilizou-se cerâmica artesanal desenhada,
fabricada na região, no bloco de serviços
administrativos; painéis de alumínio composto
branco no depósito de mercadorias apreendidas;
mosaico de vidro no reservatório superior, na
parede curva ao sul e no encontro do restaurante com
o volume central.
Já o volume que abriga a rampa recebeu revestimento
de granito vermelho com faixas que acentuam a
horizontalidade da composição.
O restante do edifício recebeu massa pintada
com tinta acrílica. O sistema construtivo
utilizou concreto, lajes convencionais e estrutura metálica
no restaurante e nas coberturas do bloco de mercadorias
apreendidas e da plataforma de acesso de veículos.
Texto resumido a partir de reportagem
de Éride Moura
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 257 julho 2001
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