|
A unidade São José,
novo prédio de ensino fundamental do Colégio
Santa Maria, foi desenvolvida por Cecília
Horner Hoe e resulta da reforma e ampliação
de um conjunto de prédios antes ocupados por
escritório de terraplenagem.
Elementos como tijolo aparente e cores realçando
os volumes já haviam sido utilizados pela arquiteta
em outros projetos desenvolvidos para o mesmo cliente
(auditório e biblioteca).
O Colégio Santa Maria está instalado há
quase 50 anos em uma chácara de Santo Amaro,
zona sul de São Paulo. A área em
que foi implantada a nova unidade, contígua
ao colégio, se tornou a opção
mais apropriada não só pela possibilidade
de integração às instalações
existentes com a simples remoção de um
muro, mas também devido a sua dimensão
e à vegetação, de características
semelhantes à dos terrenos já ocupados
pela instituição.
O cliente apresentou duas questões fundamentais
para seu desenvolvimento: o pouco tempo disponível
- apenas 2,5 meses para projeto e 4 meses para a obra
- e a limitação de custos. Essas exigências
levaram Cecília Horner Hoe a optar pela reforma
dos prédios. Em péssimo estado de conservação,
mas com grande potencial arquitetônico, eles haviam
sido projetados pelos arquitetos Ricardo Ramenzoni e
Eduardo Soares, em 1974.
Foram demolidas todas as divisões internas
e substituídos os revestimentos, materiais, caixilharia
e instalações hidráulicas e elétricas.
O edifício destinado a salas de aulas e administração,
necessitava de reforma completa e ampliação,
enquanto no prédio anexo - para sala de artes,
jogos e ginástica - seriam feitas apenas as mudanças
para adaptação ao novo uso.
A terceira construção, um galpão
usado como depósito, foi demolida e, no
mesmo local, erguida uma cobertura, apoiada em estrutura
metálica, contendo copa/cozinha e também
utilizada como local de recreio e lanche dos alunos.
Uma das diretrizes para o desenvolvimento do
projeto foi a necessidade de integrar o novo
prédio ao complexo do Colégio Santa Maria.
Isso levou à escolha de materiais característicos,
como o tijolo aparente, e de cores que realçam
os volumes, elementos já utilizados pela arquiteta
no auditório e na biblioteca que projetou para
o mesmo cliente.
A criação de nova circulação,
em largas rampas, permitiu a reordenação
do espaço interno de forma modular e a divisão
em salas de aulas. Além de agradável,
o sistema satisfaz as exigências relacionadas
a deficientes físicos e facilita o deslocamento
dos alunos que utilizam mochilas
de rodinhas.
A disposição das rampas também
possibilitou a criação de novo bloco
de sanitários. A caixilharia ampla abriu
o prédio para o jardim que integra os três
blocos, permitindo o contato com a área verde
externa.
Sistemas construtivos rápidos, como a
estrutura metálica nas rampas, foram adotados
em função do prazo de obra. A cobertura
da área ampliada e do local de recreio foi construída
com telhas metálicas de isolamento termoacústico,
o que dispensou o uso de forro. Também a caixilharia
modular de alumínio proporcionou montagem rápida.
As cores vibrantes e variadas nas paredes, pisos
e elementos construtivos, em todos os espaços
dos prédios, propiciam alegria e descontração
aos ambientes para seus novos usuários, crianças
de sete a dez anos.
Texto resumido a partir de reportagem
de Éride Moura
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 261 Novembro 2001
|