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Os estudos para a implantação
do Parque Municipal do Mindu foram iniciados a partir
do reconhecimento da estrutura ambiental existente,
como acessos, caminhos, biodiversidade da flora, grandes
clareiras, cursos d’água, vocações
de uso e possibilidades de recriar ambientes naturais
atraentes e estimulantes. A arquitetura procurou
ser ambientalmente correta, visando a uma imagem
de modernidade ligada às preocupações
com o futuro da Amazônia.
O projeto das edificações combina
o uso inteligente das madeiras amazônicas
com o concreto, o aço e o alumínio,
fazendo do desenho uma forma de integração
com os exuberantes espaços da mata. Assim, as
estruturas dialogam com a floresta em forma e
escala, enquanto as cores utilizadas remetem às
flores e frutos do local.
Logo após o portão de acesso, um grande
totem (projetado pela equipe) traz informações
sobre o histórico do parque e seu regulamento,
e ajuda o visitante a localizar-se por intermédio
de mapa ilustrativo da área. Após conhecer
o orquidário, ele pode seguir pelas várias
trilhas que avançam pelo interior da floresta,
todas com indicações interativas.
Esses percursos seguem por caminhos pavimentados
de pedra, concreto ou passarelas de madeira
e treliças metálicas, quando cortam córregos
ou áreas úmidas. As passarelas
são erguidas sobre uma estrutura formada por
pilares de aço de perfis laminados, com fundações
de concreto.
As trilhas levam à praça principal,
a da Sumaúma (grande árvore da região),
em torno da qual foram erguidas coloridas edificações,
como o Centro de Atividades, o Anfiteatro (uma grande
cobertura em forma de semicírculo, inteiramente
aberta para a floresta que a cerca) e o Chapéu
de Palha, um espaço de sombra e descanso para
o visitante, cujo teto lembra um gigantesco chapéu,
com lanternim no topo.
De acordo com o arquiteto, as formas projetadas expressam
o desejo de afirmação de uma nova identidade
da Amazônia, associada a processos de desenvolvimento
que sejam, ao mesmo tempo, auto-sustentáveis
e arrojados dos pontos de vista econômico, cultural
e social.
Todos os espaços do parque foram equipados com
sinalização educativa, que interpreta
os recintos naturais de forma interativa ou identifica
utilizações da rica flora da região.
Texto resumido a partir de reportagem
de Éride Moura
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 261 Novembro 2001
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