Rino Levi, em cores
Ensaio fotográfico de Nélson Kon
Residência Olivo Gomes
 

Na residência Olivo Gomes (1949/51), em São José dos Campos, o enfoque é a relação entre arquitetura e artes plásticas. Os painéis (de autoria de Burle Marx e do próprio arquiteto) não são simples peças decorativas - e, aliás, como tal, já teriam grande valor artístico. Idealizados e modificados durante o projeto, os murais são fundamentais para a arquitetura, da mesma forma que um pilar, uma viga ou um caixilho.

A discussão, nesse ponto, diz respeito também ao revestimento e às cores das obras de Levi - começando com a mica raspada do Guarani, passando pelas pastilhas vitrificadas da residência Castor e pelos painéis de Burle Marx, e chegando até a última fase, já na década de 1960, com o concreto bruto e o revestimento de tijolos laminados. Também está em pauta a relação entre arquiteto e cliente, uma vez que a família Gomes encomendou a Levi uma série de trabalhos, como os galpões da Tecelagem Parahyba (1953), por exemplo.

Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 262 dezembro de 2001.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
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