|
Formados em 1994, pela
Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro,
os arquitetos Otávio Leonídio Ribeiro
e João Pedro Backheuser reuniram-se fora dos
bancos escolares para criar, em 1997,
o escritório RBA - Ribeiro e Backheuser Arquitetos
Associados. Desde então, desenvolvem, principalmente
para a esfera pública, projetos que abrangem
um amplo espectro de programas, do desenho urbano à
habitação popular.
Em meio ao curso de arquitetura, e depois de
trabalhar com Luiz Paulo Conde, no Rio, Leonídio
mudou-se para Paris, atuando por dois anos no escritório
de Christian de Portzamparc. Quando voltou ao
Brasil, formou-se arquiteto na turma de Backheuser.
A estréia de Leonídio na mídia
especializada causou certo alvoroço: o texto
de Mauro Neves a respeito da casa Pacelli (leia PROJETO
DESIGN 198, julho de 1996) resultou em polêmica
acerca do desenho das casas de veraneio em Búzios-RJ.
Ali, o então recém-formado arquiteto criou,
para um programa rotineiro, um desenho original e de
impacto. O projeto recebeu o Prêmio Arquiteto
Hélio Uchoa do IAB-RJ, em 1996.
João Pedro Backheuser participou, em 1995,
com Leonardo Lattavo e Gustavo Rocha, do concurso
nacional BH-Bus, que visava criar estações
de ônibus urbanos em Belo Horizonte. O trabalho
recebeu a maior nota técnica da competição,
mas nenhuma proposta foi premiada. Posteriormente, a
prefeitura da capital mineira solicitou à equipe
o desenvolvimento do projeto, para implantação
em vários pontos da cidade.
Em 1996, Backheuser mudou-se para Recife, onde
trabalhou no escritório de José Goiana
Leal e concluiu a pós-graduação
na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco.
Em 1997, Leonídio e Backheuser uniram-se
para participar dos concursos estaduais do Rio-Cidade
2, criando o escritório RBA. A união
trouxe saldo positivo: seu trabalho foi escolhido
para uma das áreas em Realengo-Padre Miguel.
As qualidades do projeto, parcialmente executado, estão
na correta análise do local e no baixo custo
dos equipamentos.
Com o escritório estabelecido, em 1998
eles projetaram, entre outros, a casa Crico e o Centro
Gastronômico Jockey (com Christian de Portzamparc),
ambos não realizados. No mesmo ano, integraram
a equipe do arquiteto francês para o projeto Eixo
Tamanduatehy (leia PROJETO DESIGN 231, maio de 1999),
encomendado pela Prefeitura de Santo André-SP.
No ano seguinte, a proposta desenvolvida pela dupla
para o concurso nacional para o Mercado Ver-o-Peso,
em Belém (PROJETO DESIGN 233, julho de 1999),
foi uma das três finalistas.
Durante quase um ano, do segundo semestre de
1999 até o final do primeiro de 2000, os arquitetos
paralisaram as atividades do escritório.
Backheuser foi cursar mestrado na Universidade Colúmbia,
em Nova York, que lhe conferiu um prêmio pela
excelência do conjunto da obra. Leonídio
iniciou o doutorado no programa de pós-graduação
em história social da cultura, na PUC-RJ.
Na última fase de trabalhos estão
presentes diversos projetos para o setor público,
como a praça
Mauro Duarte, no Rio de Janeiro, e propostas
para o Programa Morar Legal, de reurbanização
e regularização de loteamentos irregulares.
Leonídio e Backheuser colaboram também
com a ONG Via Rio, da Secretaria Municipal de
Habitação, em parceria com o escritório
iZLP (de Fabiana Izaga e Pedro Lobão Pegurier).
O escritório concorre ainda em concursos e realiza
trabalhos privados, como o anexo da Fazenda da Barra.
Atualmente participa da segunda fase da competição
para a praça do Cayru, em Salvador (em colaboração
com iZLP e J&F Hue Arquitetos Associados). Os dois
profissionais têm experiência no magistério:
Leonídio, entre 1998 e 1999, foi professor auxiliar
na FAU-UFRJ. Backheuser leciona, desde o ano passado,
nas universidades Santa Úrsula e Estácio
de Sá, no Rio.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 263 Janeiro 2002
|