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Alexandre Cafcalas e Guilherme Margara
são os autores da sede brasileira da Gul,
empresa inglesa de confecções especializada
em roupas e acessórios para esportes aquáticos.
A sofisticação de seus produtos
roupas de neoprene, por exemplo levou os clientes
a solicitar aos arquitetos que a construção
expressasse também um caráter tecnológico.
Localizado em lote urbano da Mooca, bairro industrial
de São Paulo, o edifício possui como característica
marcante o fechamento com telhas metálicas.
A escolha desse material, segundo os arquitetos, deveu-se
à rapidez de execução e sua aparência
contemporânea, próxima da linguagem industrial
comum no bairro.
Os fechamentos se mostraram de difícil execução,
dada a dificuldade industrial de produzir esse tipo
de recorte para edifícios desse porte. Além
da telha metálica, foram utilizados painéis
de fechamento do tipo dry-wall pintados com cores
fortes - como o laranja do acesso e o roxo da lateral.
A estrutura é de concreto convencional. O prédio
tem a forma de bloco único, recuado, de um lado,
e colado na divisa, do outro.
Na lateral que se abre para o recuo (voltado
para
o lote vizinho), o volume se desenvolve em reentrâncias
e dobraduras, por meio de curvas
e ângulos. Esses recortes têm como ponto
gerador
o núcleo central de escada e sanitários
que articula, em todos os pisos, a circulação
vertical
e área de apoio.
O programa foi dividido em quatro pisos
subsolo, térreo, mezanino e primeiro andar. No
subsolo estão localizados o estacionamento privativo,
o setor de estoque e os vestiário de funcionários.
No térreo e no mezanino ficam as áreas
destinadas ao atendimento de fornecedores e clientes,
com espaços como recepção, salas
de representantes e pronta-entrega, showroom, sala de
reuniões com fornecedores e um pequeno auditório.
No piso superior está a área administrativa,
destinada a escritórios, salas de reuniões
e área de criação. No térreo,
o recuo lateral é ocupado por um espelho d´água,
uma alusão ao uso das roupas da confecção.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 263 Janeiro 2002
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