25ª Bienal de São Paulo
Torres da cidade
 

A 25ª Bienal de São Paulo será aberta ao público dia 23 de março de 2002. Logo na entrada da Bienal, em uma das extremidades dos 250 m do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, serão erguidas duas torres de 30m de altura que poderão ser vistas em um raio de até 1,5 km de distância.

A idéia, do arquiteto Mário Biselli é homenagear a São Paulo dos prédios laminados e a verticalidade das metrópoles. Biselli também é o responsável pela montagem, estruturação e distribuição das obras de no espaço da mostra. A Bienal estará dividida em cinco abordagens:11 Metrópoles, Representações Nacionais, Núcleo Brasileiro, Salas Especiais e Net-Art . Mas, esses segmentos não estarão divididos rigorosamente na exposição

Torres - Erguida em ferros tubulares e painéis de madeira, a estrutura lembra os pavilhões do construtivismo russo, fazendo referência ao processo de constante construção das metrópoles. Traz também o conceito de estruturas efêmeras, como o Teatro del Mondo, construído pelo arquiteto Aldo Rossi para abrigar parte da Bienal de Veneza de 1980. "As torres são temporárias e tem como objetivos principais chamar a atenção do público e anunciar a 25ª Bienal. Vamos também criar espaços de infra-estrutura para patrocinadores, monitores, imprensa, isso nas salas que ficarão na praça das torres”, afirma o arquiteto.

As duas torres ficarão a 6m de distância do prédio, de maneira a não interferir no projeto do pavilhão, assinado por Oscar Niemeyer. "Trata-se de uma estrutura vertical que dialoga com a forte horizontalidade do pavilhão. A interferência é muito pequena diante das dimensões da sede da Fundação", diz Biselli. As torres permanecem em frente ao pavilhão do parque do Ibirapuera enquanto a 25ª Bienal estiver em cartaz, ou seja, de 23 de maio a 02 de junho de 2002.

Montagem - Biselli e sua equipe têm a função de distribuir as obras dos 190 artistas pelos 35 mil m2 dos três pavimentos do pavilhão. O trabalho tem os objetivos de equilibrar os critérios da curadoria com as especificações das obras dos artistas, buscando facilitar a leitura da exposição pelo público que circulará pelo pavilhão.

."Fomos muito neutros quanto ao pavilhão, evitando espaços fechados e paredes até o teto. Tudo isso para fortalecer e facilitar a leitura do pavilhão. Buscamos na montagem uma arquitetura que não interfira na arte, fornecendo suporte para os artistas e agindo com extrema neutralidade", diz Biselli.

Entre os cinco segmentos da mostra, a exposição 11 Metrópoles reúne a produção artística mundial, tendo como ponto de partida onze metrópoles: São Paulo, Caracas, Nova York, Joanesburgo, Istambul, Pequim, Tóquio, Sidney, Londres, Berlim e Moscou. Cada metrópole será representada por cinco artistas da localidade. A 12ª cidade, a chamada Cidade Utópica, traz idealizações de artistas selecionados pela curadoria.

O segmento Representações Nacionais apresenta obras de artistas convidados de 70 países, um artista por nacionalidade. A curadoria procurou reforçar participação de países africanos e asiáticos que, geralmente, têm pouco espaço em grandes mostras de arte contemporânea para apresentar a qualidade de seus artistas.

Como parte do Núcleo Brasileiro, foram selecionados cerca de 30 artistas de diversos Estados para representar a produção nacional. Os segmentos Net-Art e as Salas Especiais estam reservados a artistas contemporâneos consagrados.

Informações: 25ª Bienal de São Paulo
De 23 de março a 2 de junho de 2002, no Pavilhão da Bienal, portão 3 do Parque do Ibirapuera, São Paulo-SP, tel. (11) 5574-5922

Texto produzido pela assessoria de imprensa
da Bienal de São Paulo

 
 
 
Torres na entrada do Pavilhão da Bienal: o projeto de Mário Biselli lembra os pavihões do construtivismo russo
 
Trabalho do artista baiano Marepe
 
Trabalho do artista Eduardo Frota
 
 
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