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O escritório suíço
Camenzind Gräfensteiner desenhou um programa
inusitado para um espaço comercial: ele reúne
loja-posto de serviços de pneus e galeria de
arte em Zurique, Suíça. Estrategicamente
situado, o conjunto foi um dos finalistas do Prêmio
Internacional Borromini para Jovens Arquitetos
2001.
A localização privilegiada da loja
de pneus, entre o lago da capital suíça,
a estação da ferrovia Zurique-Wollishoten
e uma avenida de tráfego intenso, levou os autores,
integrantes de um dos mais conceituados escritórios
da nova geração, a adotar uma proposta
que explora a dualidade entre transparência e
privacidade para responder a um programa raro.
Assim, utilizaram na edificação o conceito
de prisma: no térreo funciona a loja de pneus;
no pavimento superior, onde fica o depósito de
produtos, a fachada transforma-se em galeria de arte,
como
um grande painel que pode ser observado pelos transeuntes
e ocupantes dos automóveis que usam a avenida
frontal para dirigir-se ao centro de Zurique.
“Movimento é a chave para entender a mudança
no entorno que propusemos com esse prédio. Concebemos
a fachada do piso superior como uma superfície
em que os 200 m2 de suas quatro faces destinam-se à
comunicação”, dizem os autores.
Eles também pretendem, com essa obra, transpor
a fronteira convencional entre arte e comércio,
estabelecendo uma identidade cultural para o lugar.
Segundo Camenzind e Grafensteiner, este é
o primeiro de uma série de edifícios
a serem construídos com a mesma proposta em Zurique.
Os arquitetos procuraram otimizar a área útil
do prédio, buscando a funcionalidade do espaço.
Situado ao lado de um posto de gasolina, o edifício
tem acesso para veículos no térreo, onde
estão instalados todos os equipamentos necessários
ao negócio.
A construção utilizou estrutura mista
- metal em pilares e vigas, concreto nas lajes e pisos
- para atender à demanda dos clientes por uma
obra rápida. Painéis de metal isolados
são cobertos por uma camada de vidro que simula
o efeito de uma garoa, revestindo e ao mesmo tempo dando
visibilidade às fachadas. No pavimento superior,
os painéis de metal foram recuados 50 cm do vidro,
criando o espaço destinados à instalação
das obras de artistas - em geral jovens e inovadores.
Texto resumido a partir de reportagem
de Silvério Rocha
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 265 Março 2002
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