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Localizada às
margens do rio Ribeira de Iguape, a 40 km
do mar,
a cidade de Registro recebeu esse nome em referência
à época da mineração,
quando havia ali um posto para registro e embarque
do ouro extraído na colônia e enviado
a Portugal. Com o fim do ciclo de exploração
do metal no Alto Ribeira, a região permaneceu
quase desabitada até 1918, ano em que o
governo paulista e o Sindicato de Tóquio
colocaram em prática um acordo para que
terras devolutas da região fossem ocupadas
por imigrantes japoneses.
A organização da vida socioeconômica
da colônia ficou a cargo da KKKK, a
Companhia Ultramarina de Desenvolvimento, criada
em Tóquio com a missão de dar apoio
às cerca de 2 mil famílias imigrantes.
Foi ela a responsável pela prosperidade
do Alto Ribeira, iniciada com a construção
do conjunto arquitetônico inaugurado em
1922. Nele funcionavam armazéns, escritórios
e o maior engenho de beneficiamento de arroz da
América Latina durante a década
de 1920. Construiu também estradas que
interligavam as propriedades ao entreposto fluvial
e às redes rodoviária e ferroviária.
Com o início da 2a Guerra Mundial, em
1939, a KKKK foi proibida de atuar no Brasil.
Em 1945, quando Registro passou da condição
de distrito de Iguape a município autônomo,
o conjunto foi desmembrado em quatro partes e
passou para as mãos de antigos funcionários,
como pagamento por dívidas trabalhistas.
A partir daí os prédios enfrentaram
longo processo de deterioração,
que perdurou até 1987, quando o conjunto
foi tombado pelo Condephaat. Somente em 2000 foram
obtidos os recursos para as obras de recuperação,
realizadas pela prefeitura de Registro e pela
FDE-
Fundação para o Desenvolvimento
da Educação do Estado de São
Paulo.
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