SmithGroup
Terminal de passageiros, Detroit, EUA
Além do horizonte
 

Aberto ao público em fevereiro de 2002, o terminal de passageiros Edward H. McNamara foi desenhado por solicitação da Northwest Airlines, para reposicionar o aeroporto metropolitano de Detroit, nos EUA, como um aeródromo de classe internacional.

Ao desembarcar
, os passageiros acessam um longuíssimo hall com pé-direito de 11 m de altura e iluminação zenital "filtrada" por painéis de vidros especiais na cobertura. Essa estrutura é suportada por um "esqueleto de aço" apoiado em grandes postes metálicos de 27 m de comprimento.

O projeto de arquitetura e engenharia
foi projetado pelo escritório SmithGroup, que tem sede lá mesmo em Detroit. O programa previa um total de 97 portas de embarque para vôos domésticos e internacionais, 106 guichês de de check-in e um hall de desembarque, tudo para atender cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Além disso, exigia um sistema de transporte interno dos passageiros.

Localizado entre duas pistas de decolagem, em um terreno longo e estreito, o edifício resultou, naturalmente, comprido, com cerca de 1,6 km.
Para circulação entre as salas de embarque, o projeto incorporou um pequeno trem, desenhado com tecnologia da Otis Elevadores. São duas composições, movidas silenciosamente por um colchão de ar em uma pista elevada.
O projeto do novo terminal apoiou-se na análise de vários aeroportos dentro e fora dos EUA, na busca de soluções e referências de projeto.

Todo o projeto foi pensado para facilitar a orientação e circulação dos passageiros no interior da estação: painéis eletrônicos de sinalização indicam a melhor forma de chegar a cada sala de embarque: a pé, com as passarelas ou de trem.

Uma fonte
com 12 m de altura, desenhada em conjunto com o escritório WET Design, funciona como um ponto de referência, exatamente no meio do terminal. Segundo os arquitetos, a "fonte faz referências ao modo contemporâneo de viajar", com movimentos programados que ajudam a acalmar os passageiros. O conjunto é iluminado por fibras óticas de cor vermelha.

Outro ponto de orientação
é o Un-tunnel, na verdade um túnel de 244 metros, que conecta as duas alas do terminal. Trata-se de uma instalação de painéis de vidro, dotada de sensores, luzes sincronizadas e sons especiais, que oferece uma divertida brincadeira para aquelas tediosas horas de espera em qualquer aeroporto.

O escritório SmithGroup é o sexto maior dos Estados Unidos na área de engenharia e arquitetura e estará comemorando 150 anos em 2003.

Texto resumido a partir de reportagem publicada no site ArchitectureWeek: www.architectureweek.com

 
Fotos: Doug Ashley, do ArchitectureWeek
 
Terminal Edward H. McNamara em Detroit:
1600 m para atender às aeronaves da Northwest Airlines
 
 
Trem interno: movido por um colchão de ar, o veículo facilita as viagens dos passageiros pelos 96 portões de embarque
 
Un-Tunnel: efeitos de luz e som acionados pela passagem dos passageiros. Um brinquedo para afugentar o tédio da espera
 
Estrutura: cobertura de metal
e vidro apoiada em postes de 27 m
 
Materiais fazem referência à característica industrial de Detroit. Mas não há rodas, volantes ou outros ícones automobilísticos
 
   
A localização do terreno, entre as duas pistas de decolagem, exigiu uma estação muito longa

Ficha Técnica
Terminal Edward
H. McNamara
Local
Detroit, EUA
Conclusão da obra
2002
Arquitetura
SmithGroup
Estrutura
SmithGroup
Fonte luminosa
WET Design
Transporte interno
Otis
Custo

US$ 389 milhões
Fotos
Doug Ashley

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