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No desenho da concessionária
Audi na capital potiguar, Alexandre Abreu e Luciano
Barros basearam-se em projeto-padrão feito
na matriz alemã, mas modificaram parte de
da volumetria e dos acabamentos, para adequar a arquitetura
ao clima extremamente quente e à disponibilidade
de fornecedores e mão-de-obra.
O programa divide-se em três setores principais
(showroom, manutenção e estoque), dispostos
na extensão longitudinal do terreno.
Na face leste, de menor insolação,
foi implantado o salão de exposição
dos veículos, totalmente envidraçado.
Seguindo o conceito-padrão, o volume do showroom
tem cobertura em arco, porém com altura menor
na fachada lateral, para reduzir a insolação
no ambiente.
Na fachada frontal (oeste), os arquitetos conquistaram
ampla área sombreada por meio da cobertura
plana do salão de veículos seminovos.
O ambiente não possui fechamentos laterais e
é aberto ao exterior, o permitindo ventilação
adequada e controle do calor.
Na estrutura, Abreu e Barros propuseram o concreto armado
no estoque e oficina, uma alternativa mais econômica
ao uso de metal proposto pelo projeto-padrão.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 267 Abril 2002
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