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José Vicente Socorro,
Karin Meneguetti, Mika Noguchi, Nildo da Rocha, Roberto Estevam
Terminal aeroportuário, Maringá-PR |
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Desenho semicircular:
para facilitar a possível expansão do conjunto |
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A volumetria branca do terminal
de passageiros
e serviços do aeroporto de Maringá, no
norte do Paraná, estabelece suave contraste
com a paisagem.
O projeto foi desenvolvido por José Vicente Alves
do Socorro, Karin Schwabe Meneguetti, Mika Yada Noguchi,
Nildo Ribeiro da Rocha e Roberto Estevam, quando integravam
o Ipllam-Instituto de Pesquisa e Planejamento de
Maringá, órgão municipal extinto
no final de 1998.
A proposta da equipe substituiu o projeto
de Hércules Merigo, José Borelli Neto
e Vera Lúcia Bortolletto (PROJETO DESIGN 185),
do qual foram executadas, em 1996, as pistas do aeroporto.
Se guardam semelhanças no programa, os
trabalhos têm soluções formais distintas:
o primeiro estruturava-se a partir do desenho retangular;
o projeto executado desenvolve-se com formato de semicírculo.
O desenho semicircular atende à preocupação
básica do partido de facilitar a expansão
da edificação e permitir a incorporação
de avanços tecnológicos nas salas de embarque
e desembarque, sem o bloqueio de áreas complementares.
Também favorece a instalação
das pontes telescópicas de embarque na posição
radial.
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| Paginação
de piso: granitos nas tonalidades branca e verde |
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A volumetria branca
nas faces revestidas com pastilhas é complementada por
superfícies envidraçadas |
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Permite ainda, segundo os autores,
maior interface do terminal com o setor aéreo,
o que torna mais ágeis e confortáveis o
embarque e o desembarque.
Distribuído em dois pavimentos, o terminal
de passageiros e serviços possui pouco mais de
4 mil m2 de área construída. Sua volumetria
é marcada pelo tom branco das pastilhas do revestimento,
em sutil contraste com o verde da paisagem. O vidro,
também utilizado em grande escala, assegura a quase
completa integração espacial entre interior
e exterior.
Para definir a posição do edifício
no lote, os autores traçaram uma linha imaginária
no eixo do pátio das aeronaves, perpendicular à
pista de pouso. A partir dela, estabeleceram o desenho
simétrico para os espaços construídos,
buscando também prever possíveis ampliações.
Na construção, o térreo foi
destinado aos serviços de atendimento direto e
ao embarque e desembarque de passageiros.
No pavimento superior ficaram o setor administrativo,
espera e serviços de apoio.
A torre de controle, elemento de fundamental importância
na visualização e coordenação
das aeronaves, foi colocada no centro da edificação,
a 25 m de altura do térreo.
Para que a linguagem arquitetônica proposta
fosse também adequada ao conforto ambiental,
os arquitetos especificaram nas áreas de grande
transparência vidros laminados de 8 mm, fixados
por structural glazing, técnica também
utilizada nos vidros da torre.
Esse sistema, dizem os autores, impede que o ruído
das aeronaves seja percebido pelos usuários.
No piso superior, o envidraçamento reduz bastante
a necessidade de iluminação artificial.
A luminosidade natural cria feixes luminosos nos
pisos revestidos com granito branco e verde e na superfície
de concreto aparente da torre de controle. A transparência
nesse pavimento permite visualizar toda a rota das aeronaves
no pouso e decolagem.
Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 268 Junho 2002 |
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| Marquise na área
de acesso |
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Área de espera, no
pavimento superior:
sem barulho de aviões e com vistas privilegiadas |
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| Volume de concreto aparente
na torre de controle |
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Ambientes internos do terminal:
conforto e agilidade no embarque e desembarque |
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Em ambas as faces do terminal,
áreas envidraçadas
permitem a entrada da iluminação natural |
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Fornecedores
Equipamentos York (ar-condicionado); EBCM (instalação);
Rapistan (esteiras e carrosséis de bagagem);
Jatobá (pastilhas); Otis (elevadores); Gessobram
(gesso); Dorma (portas automáticas)
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