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A significativa
produção que os arquitetos Alberto Botti
e Marc Rubin desenvolveram ao longo de 47 anos de sociedade
valeu a Botti Rubin Arquitetos Associados duas conquistas
nesta primeira edição do Prêmio
Asbea: o título especial de escritório
do ano e a vitória na categoria conjunto de obras,
a principal da premiação.
Na premiação, o escritório foi
representado pelos projetos do Hospital Alemão
Oswaldo Cruz, do Centro Brasileiro Britânico e
do Centro Empresarial Nações
Unidas, todos em São Paulo.
Alberto Botti e Marc Rubin trabalharam
juntos pela primeira vez no começo da década
de 1950, quando, ainda alunos da FAU-Mackenzie,
desenvolveram o projeto de um hospital para um concurso
de arquitetura dirigido a estudantes. A proposta não
rendeu o primeiro lugar no certame, mas foi o primeiro
passo para selar a sociedade que perdura há 47
anos. Apesar desse ensaio inicial, antes de se
unirem definitivamente eles tiveram experiências
individuais que determinaram os caminhos modernistas
que assumiriam na carreira profissional: Botti trabalhou
com Oswaldo Bratke e Rubin estagiou com Rino Levi.
Somente um ano depois da formatura, em 1955,
eles fundaram a Alberto R. Botti e Marc Rubin Arquitetura
e Construções. O nome da empresa evidenciava
a intenção de se tornarem os construtores
dos próprios projetos, destoando da filosofia
da arquitetura moderna de então, que atribuía
ao arquiteto exclusivamente o papel de criar e projetar.
Foi assim que conquistaram os primeiros clientes e descobriram
a importância do canteiro de obras no dia-a-dia.
“Não há dicotomia entre projeto e obra,
são apenas duas etapas diferentes, porque o projeto
só tem sentido depois da obra executada. É
importante que o arquiteto conheça de perto os
problemas que surgem durante a construção”,
afirma Botti.
A vivência como construtores teve seu ápice
nos anos 1960, período que coincide com o pioneirismo
na utilização plástica do concreto
em edifícios altos em São Paulo e com
a brilhante fase da madeira, na qual os arquitetos usavam
venezianas com os mais variados sistemas de abertura
para vedar os vãos das fachadas moduladas. Dois
exemplos famosos dessa produção são
os edifícios residenciais Hildebrando de Almeida
Prado e Albina, ambos localizados no bairro paulistano
de Higienópolis.
Com o passar do tempo, a construtora deixou de existir,
dando lugar a Botti Rubin Arquitetos Associados, um
dos escritórios mais importantes de São
Paulo e que conta com 40 colaboradores, dos quais 25
arquitetos. O pioneirismo continua como uma das principais
preocupações da dupla. “Acompanhamos
a evolução da tecnologia e dos sistemas
construtivos como forma de dar ao cliente uma resposta
arquitetônica afinada com suas necessidades e
com a modernidade”, afirma Rubin.
O escritório foi um dos primeiros no país
a usar o vidro como revestimento, painéis de
gesso acartonado e painéis pré-moldados
de fachada.
Para Botti, o cuidado em se manter atualizado decorre
da curiosidade profissional acerca das novas possibilidades
que a tecnologia oferece. “É daí que nasce
a renovação do interesse pela arquitetura”,
completa.
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