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Inglês para brasileiros e português
para estrangeiros - é o que se ensina nesta unidade
da escola de idiomas Alumni, desenhada por Lílian
e Renato
Dal Pian e implantada no alto de um morro junto
à marginal do rio Pinheiros, zona sul de São
Paulo.
O edifício é um exemplo do sistema
built-to-suit, no qual o empreendedor constrói
segundo as necessidades de um cliente específico,
que aluga o espaço por longo período.
O extenso programa da escola - que inclui área
administrativa, salas de aulas, biblioteca e garagem
- foi implantado em terreno exíguo e íngreme.
O projeto divide-se em dois volumes sobrepostos: abaixo,
a garagem; acima, a escola.
O layout da garagem definiu a posição
dos pilares do edifício da escola. São
quatro pavimentos para veículos. No sentido
longitudinal, as rampas principais subdividem os pisos
em dois meios-níveis; na transversal, o estacionamento
e a circulação possuem lajes com rampas
que amenizam a inclinação da rampa principal.
O desnível transversal pode ser notado de fora,
pela diferença de altura entre as duas grandes
venezianas da fachada posterior.
Os autores procuraram abrir a escola propriamente dita
para a cidade, desenhando o acesso livre de muros e
cercas. Pequenas floreiras, ladeadas por rampas e escadas,
estabelecem a transição entre o espaço
público e o privado. Trata-se de edifício
com planta livre, sustentado por apenas seis pilares.
Os volumes exprimem a setorização e a
leveza da estrutura. Os dois blocos que ocupam a
porção esquerda da fachada frontal possuem
tratamento diferente: o do elevador é revestido
com placas de alumínio composto e o núcleo
dos sanitários tem pintura externa na cor azul.
O restante da fachada tem aberturas contínuas,
que, graças à planta livre, com balanço
estrutural para todos os lados, estendem-se longitudinalmente
nas faces laterais.
A rigidez do desenho é reforçada
por brises compostos por duas lâminas horizontais
de alumínio. A fachada posterior é marcada
por um balcão curvo.
A setorização da escola é simples.
No térreo está a administração
da escola - diretoria, sala de professores etc.
O primeiro e o segundo andares, considerados pavimentos-tipo,
receberam oito salas de aulas cada um; no terceiro,
que possui área um pouco menor, ficam mais salas
de aulas e a biblioteca. Todas as divisórias
internas são do tipo dry wall.
A escada ocupa a centro do volume e é iluminada
por painel de vidro que se abre para a fachada frontal.
Na face posterior, o volume do térreo é
recuado em relação ao restante.
Entre o final da década de 1980 e início
de 1990, os arquitetos trabalharam na Europa, em escritórios
em Londres e Milão. Após esse período,
os projetos da dupla adotaram um rigor - de origem inglesa
- constatável na modulação e na
lógica de pensar o projeto e a construção.
Enfim, o edifício da Alumni tem sotaque britânico
também na arquitetura e no prazo - 150 dias
- de execução.
Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 280 Junho de 2003
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