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Explorando ao máximo o potencial
de materiais como a alvenaria comum, as telhas
metálicas e os cobogós, o arquiteto
Felipe Bezerra desenvolveu projeto de impacto visual
para a Escola PHD Infantil, situada em Nova Parnamirim,
zona de expansão urbana de Natal. A proposta
baseou-se em formas e cores para despertar o
interesse dos moradores da região para o novo
edifício escolar, cuja obra foi concluída
em quatro meses.
Inaugurada no início deste ano letivo e com capacidade
para 600 crianças, a escola é dirigida
a alunos da pré-escola e das quatro primeiras
séries do ensino fundamental. Seu programa estabeleceu
apenas 15 salas de aulas, biblioteca, laboratório,
sala de professores e setor administrativo.
De acordo com o arquiteto, o principal desafio do projeto
foi conciliar as restrições orçamentárias
ao objetivo de desenhar uma edificação
que causasse impacto visual. A tarefa foi facilitada
pelo lote, um platô que, pouco acima da cota da
rua, elevou a construção.
Térreo, em forma de U e com pátio central,
o prédio tem a horizontalidade da face principal
valorizada pela composição de formas e
materiais, em quatro partes. A primeira é o muro
em ziguezague, chapiscado, que oculta parcialmente
a pequena caixa cilíndrica onde funcionam
os vestiários da piscina. A seguir aparece o
muro amarelo vivo, oblíquo em relação
à rua e com recortes geométricos.
O terceiro volume é cilíndrico,
feito de alvenaria trabalhada com frisos de alumínio
e protegido pela marquise em forma de V, que recebeu
revestimento de painéis de alumínio composto.
Por fim aparece o bloco retangular, construído
em alvenaria e revestido externamente por telhas metálicas.
Sua face lateral tem volume semicircular que se prolonga
para fora e oculta o grande pano de cobogós que
auxilia a ventilação da quadra poliesportiva.
O detalhe final fica por conta da leveza dos perfis
metálicos tubulares, presentes nos guarda-corpos
da rampa e da escada e na porta principal.
Internamente, os cuidados com o conforto térmico
definiram uma das características mais importantes
do projeto. Como a face principal está voltada
para o poente, o muro amarelo com recortes, que
internamente delimita o corredor de acesso às
salas de aulas, foi projetado com a função
de protegê-las contra a radiação
solar direta, ao mesmo tempo que permite a saída
do ar quente - os ventos dominantes incidem pela
face oposta.
Por sua vez, as classes são delimitadas por cobogós.
“Desse modo há ventilação cruzada
constante”, explica Bezerra. Cilíndrico,
o principal volume concentra portaria, recepção
e o espaço de convivência dos alunos. Ele
também faz a distribuição para
o pátio central, a quadra, o setor administrativo
e o segundo bloco de salas de aulas, disposto paralelamente
ao limite do lote.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 280 Junho de 2003
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