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A obra, da Secretaria de Justiça paulista,
concentra uma série de serviços à população. Os arquitetos
desenvolveram o projeto, que servirá de modelo para
outros CICs no Estado. Criados pela Secretaria de
Estado da Justiça, os Centros de Integração da Cidadania
(CIC) têm a proposta de aproximar o Estado da comunidade,
reunindo no mesmo endereço espaços para atividades
comunitárias e serviços públicos - emissão
de documentos, tribunais de pequenas causas, cartórios
e plantões de polícia, Procon e Ministério Público,
entre outros.
Os três primeiros CICs foram implantados em edificações
já existentes nos arredores de conjuntos habitacionais
da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano
(CDHU) nas zonas sul, leste e oeste de São Paulo. O
primeiro projeto específico para um CIC, em obra
também coordenada pela CDHU, é o Tucuruvi Jova Rural,
localizado na zona norte da cidade, na divisa com Mairiporã,
que atenderá a cerca de 500 mil pessoas.
O terreno, com declive acentuado, ocupa cota
elevada em relação à cidade e oferece vista panorâmica,
condição aproveitada pelo projeto, que procurou preservar
a topografia e empregar recursos que assegurassem obra
rápida e de baixo custo. Segundo Perelmutter, esses
fatores levaram às estruturas metálicas para
a construção do edifício de três pavimentos, com fachadas
que combinam painéis de concreto pré-fabricados e grandes
caixilharias de vidro. O pavimento inferior foi reservado
para o uso de atividades comunitárias e abriga salão
fechado para cerca de 200 pessoas, copa, vestiários,
banheiros e arena descoberta com 250 lugares,
feita com concreto pré-fabricado e planejada para acolher
eventos culturais.
Acesso e circulação foram duas preocupações básicas
nesse prédio de uso misto. Cada pavimento tem entrada
direta pela rua, recurso que substitui rampas internas
para garantir acessibilidade a deficientes físicos.
As áreas de atendimento distribuem-se pelos pisos intermediário
e térreo, unidos por escada fechada por caixa de vidro.
Outra escadaria dá acesso da rua diretamente à arena,
interligada ao salão coberto. Bancos de espera de concreto
pré-fabricado atendem a todas as áreas de público.
O lado interno dos painéis da fachada funciona
como armário e prateleira em todos os setores,
diminuindo depesas com mobiliário. Telhas metálicas
dispostas sobre a laje de concreto pré-fabricada fazem
a cobertura do conjunto. Uma caixa-d’água cilíndrica
com 15 metros de altura foi instalada na parte mais
alta do terreno e transformou-se em referencial.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli (Publicado originalmente em
PROJETO DESIGN Edição 250 Dezembro de
2000)
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