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Em
uma área onde atuam escritórios especializados,
como Bross, Breitman, Karman, Miquelin, Pompeu e Zanettini,
destacam-se as pequena clínicas de Orlândia
- de psicanálise (1995/99 PD 237) e odontológica
(1998/2000), do escritório MMBB, onde tramas
e percursos traduzem rara sensibilidade. Mas a grande
experiência da década é o Hospital
do Aparelho Locomotor Sarah Kubitschek em Salvador
(1990/94; PD 187), de João Filgueiras Lima (Lelé), é,
ao mesmo tempo, o protótipo e a obra-prima de uma série
de unidades da mesma rede.
Foi nesse projeto que Lelé utilizou pela primeira
vez o sistema de ventilação através de galerias semi-enterradas
construídas em concreto armado, que funcionam não só
para captar os ventos dominantes e dispor as tubulações
do hospital, mas também como fundação. Diferente da
base, o restante da edificação emprega peças pré-fabricadas
metálicas, mais leves e elegantes.
Com esse partido em mãos, Lelé desenhou o hospital praticamente
em um único nível, como uma fábrica com uma grande cobertura
de sheds ondulados e coloridos, sobre uma colina na
cidade de Salvador. Segundo o arquiteto, o elemento
diferenciador é a grande mobilidade oferecida aos pacientes:
“Eles podem sair, com seu leito móvel, para um jardim,
biblioteca, piscina ou uma sala de jogos”. O hospital
é a síntese de um trabalho de muitos anos, que começou
na construção de Brasília, utilizando elementos pré-fabricados
para erguer espaços mais dignos, em escala industrial.
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