|
A
zona sul da cidade de São Paulo, que possui grande concentração
populacional de baixa renda é, aparentemente,
um local de muitos fiéis. Nesta região, às margens da
represa de Guarapiranga, foi construído um centro
messiânico (1990/95; PD 206), projeto de Sylvio
Sawaya, que cria um lugar sagrado combinando elementos
da arquitetura grega com o monumento de Stonehenge.
Próximo dali, foi levantada a catedral do Campo Limpo
(1989/97), o grande templo católico da década. Originada
com a divisão da diocese de São Paulo feita pelo Vaticano,
a catedral foi projetada pelo escritório Projeto Paulista,
de Carmem Vilariño, Fábio Mariz Gonçalves, Luiz Mauro
Freire e Zeuler Rocha Mello de Almeida Lima. De geometria
inspirada em
Alvar Aalto, ela possui um grande bloco dividido
em três volumes e abriga até mil pessoas. A Igreja católica
é a responsável por outro grandioso projeto, implantado
em frente à Basílica de Aparecida, no interior de São
Paulo: o Centro de Apoio aos Romeiros (1995/96),
de Tito Lívio e Vasco de Mello, que possui planta cruciforme.
O interior de São Paulo recebeu ainda três pequenos
templos que se destacam. A Capela de São Miguel
(1994/96; PD 195), de Affonso Risi Jr. - autor da premiada
residência de padres claretianos, em Batatais -, foi
construída em Itu, local de retiro da irmandade dos
beneditinos, e possui planta quadrada inserida em um
plano circular. Ali, a relação áurea domina a composição.
Em Jundiaí, a Igreja de Sant´Ana (1994/95; PD
199), dos arquitetos italianos Emilio Faroldi e Maria
Pilar Vettori, também tem a geometria como elemento
gerador, mas em volume criado a partir da rígida modulação
e do desenho da cruz.
Premiada na 4ª BIA, a igreja no Patrimônio do Carmo
(1998; PD 239), de Arnaldo Martino, inspira-se na topografia
de Ibiúna: a planta orgânica, encravada no alto de um
morro, cria o clima de religiosidade por meio do controle
da entrada de luz.
|