|
Inaugurada no final de 2003, a primeira
das três fases do parque da Juventude ocupa
parte da gleba antes destinada ao Complexo Penitenciário
do Carandiru, na zona norte de São Paulo.
A área já implantada estrutura-se por
uma alameda central que interligará todo
o parque, pavimentada com solo-cimento e arborizada
com guapuruvus, paus-brasis e jequitibás-rosas.
O projeto de paisagismo é da arquiteta Rosa Grena
Kliass.
Articulada há anos, a desativação
do complexo prisional paulista acelerou-se com a realização,
em 1999, de concurso público de arquitetura
para o parque, vencido pela equipe liderada por Roberto
Aflalo (leia PROJETODESIGN 232, junho de
1999). A equipe da arquiteta Rosa Grena Kliass participou
da elaboração da proposta vencedora.
Em 2003, o escritório Aflalo & Gaperini
foi contratado pelo governo estadual para realizar o
desenho definitivo do parque da Juventude.
De lá para cá, o projeto sofreu modificações,
motivadas pela manutenção de parte do
setor prisional: foram excluídas do parque as
áreas do Presídio do Estado, do Presídio
Feminino e do Centro de Observação Criminológica.
Juntas, as três correspondem a um terço
da área total prevista no concurso.
O parque será executado em três fases,
implantadas de leste a oeste. A primeira, inaugurada
no final do ano passado, foi denominada parque Esportivo.
A segunda área, a ser entregue no segundo semestre
de 2004, é chamada de parque Central. A terceira
e última, o parque Institucional, não
tem data definida para ser aberta ao público.
O parque Esportivo ocupa 35 mil metros quadrados,
14,6% da área total (240 mil metros quadrados).
Ele está situado no extremo leste da gleba, onde
antes ficavam o Hospital Penitenciário e um bota-fora.
O atual acesso é marcado por uma tímida
guarita de concreto, junto a um bolsão de estacionamento.
Com a implantação das outras fases, a
entrada principal será na outra extremidade,
próximo da estação Carandiru do
metrô.
A área já executada estrutura-se por uma
alameda central - pavimentada com piso de solo-cimento
e arborizada com guapuruvus, paus-brasis e jequitibás-rosas
-, cuja seqüência interligará todo
o complexo. Ao longo dela, foram instaladas dez quadras
esportivas e uma pista de skate.
Nesse primeiro trecho, a via possui desenho retilíneo,
em contraposição às curvas previstas
no restante do percurso. Painéis metálicos,
chamados por Rosa Kliass de biombos, separam
as quadras da alameda, formando interessante desenho
geométrico.
No parque Esportivo, na porção
sul do caminho central, foi criado um trajeto secundário,
definido por linha sinuosa, onde estão implantadas
pequenas áreas de estar e recreação
infantil.
|