Monica Drucker
Condomínio de casas, São Paulo-SP
   
       
 
  O condomínio ocupa lote em aclive com quatro metros de diferença entre a cota da rua, o ponto mais baixo, e o fundo das casas
       
 
Linhas modernas e abertas
 

O condomínio Pirandello ocupa lote com aclividade uniforme em torno de 20% em relação à via de acesso. Isso resulta numa diferença de quatro metros entre o ponto mais baixo e o mais alto.

O conjunto se localiza em área de preservação ambiental, onde havia uma residência caracterizada pela massa de árvores que formava um C em torno da antiga construção.

O projeto das novas casas dividiu essa fração livre do terreno em quatro lotes de aproximadamente 350 metros quadrados. Neles foram implantadas quatro residências geminadas, com 400 metros quadrados cada uma, distribuídos em três pavimentos.

O conjunto, de personalidade contemporânea, evita as típicas construções de estilo encontradas na maior parte dos recentes condomínios residenciais paulistanos. “O empreendedor queria casas diferenciadas por linhas mais modernas e com amplas aberturas para a entrada de claridade”, detalha a arquiteta.

A idéia básica era tirar partido da vista para o verde e da luz natural. Grandes panos de vidro conciliam essas funções. No térreo, o hall de entrada é delimitado pela caixa transparente de pé-direito duplo envolvendo a escada que leva ao setor social.

Além da janela frontal, com seis metros de largura, a sala de estar recebe iluminação através da porta para a área de lazer e pela caixilharia do pequeno jardim lateral. Este situa-se junto da caixa da escada da unidade vizinha, porém recuada em relação à fachada.

A escada de acesso à ala íntima recebe a luminosidade que incide por meio da janela de oito metros quadrados posicionada no terceiro piso, onde existe um recuo lateral entre as casas. “As aberturas sempre se contrapõem à alvenaria para proteger a privacidade entre os vizinhos”, relata Monica.

Na distribuição dos ambientes, o térreo ficou destinado a garagem, escritório e lavanderia, esta oculta pela vegetação do canteiro frontal. O piso acima é ocupado por área social com lareira, cozinha interligada à varanda e jardim com piscina, cujo desenho varia de uma casa para outra em função da preservação de oito palmeiras-imperiais. Quatro suítes foram implantadas no último nível.

As casas possuem estrutura convencional de concreto com lajes pré-moldadas e cobertura feita com telhas metálicas dispostas sobre a laje e ocultas por platibandas.

A arquiteta optou por poucos materiais de revestimento, como porcelanato no térreo e no primeiro nível, assoalho na área íntima, pedra goiás branca nos pisos externos e pastilhas de vidro nos banheiros e na piscina.

Toda a caixilharia é de alumínio com pintura eletrostática na cor branca. O revestimento externo alterna panos de alvenaria e pedra são tomé com assentamento do tipo canjiquinha.

A rua interna de acesso às casas é pavimentada com blocos intertravados de concreto. Com seis metros de largura para o tráfego de veículos, ela ainda tem o canteiro de 1,20 metro, criado para preservar as árvores em toda a extensão frontal.

Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 297 Novembro de 2004

 
Grandes aberturas, guarda-corpos metálicos e pedras
com assentamento do tipo canjiquinha definem as fachadas
 
A marquise com estrutura de alumínio e
fechamento em policarbonato protege os terraços superiores
 
O pergolado da churrasqueira protege
a cozinha contra o excesso de luminosidade
 
  Leveza Cultural
       
Perfis esbeltos de alumínio envolvem os perfis
de aço soldados que estruturam a caixa de
vidro do hall de entrada.

Para dar mais estabilidade ao conjunto, um cabo tensor vertical foi colocado no ponto de encontro
entre os panos de vidro laminado com
dez milímetros de espessura.
 
   
 
   
   
Grandes aberturas permitem entrada de luz natural na sala de estar
 
Área de lazer e setor social   Detalhe do hall de entrada e da escada de estrutura metálica

Ficha Técnica
Condomínio Pirandello
Local
São Paulo, SP
Projeto
2003
Conclusão da obra
2004
Área do terreno
1 600 m2
Área construída
1 600 m2
Arquitetura
Monica Drucker (autora);
Ruben Otero (colaborador);
Juliana Martins Corrêa
e Christian Teshirogi (equipe)
Interiores
Monica Drucker
Estrutura
OPS
Instalações
CMM
Ar condicionado
Thermetec
Construção
Pirandello
Fotos
João Ribeiro

 

Fornecedores
Cumaru (piso de madeira); Portobello (porcelanato); Ibirapuera (pedra goiás); Blokret (pavimento intertravado de concreto); Vidrotil (pastilhas de vidro); Deca (louças e metais sanitários); Arinos Serralheria (esquadrias de alumínio e portões); Só Escadas (escadas e guarda-corpos); Poliarq (telhas metálicas e marquises); D&A (forros);
Aquasol (aquecedores solares); Brentwood, Tidelli (móveis)

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