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| | Marcelo
Suzuki Edifício institucional, Cuiabá-MT |
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novo fórum de Cuiabá está localizado no Centro Político-Administrativo,
região de expansão da cidade | | | | | |
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| Complexo forense revela força
plástica do high tech caboclo | | | |
| Como em outras cidades brasileiras, a capital do
Mato Grosso tinha fóruns e juizados - repartições vinculadas
ao Tribunal de Justiça daquele Estado - dispersos em edifícios adaptados
ou improvisados para atender àquelas finalidades, a maior parte deles imóveis
alugados. Desde o início deste ano, porém, Cuiabá passou
a contar com um complexo forense, implantado na região conhecida
como Centro Político-Administrativo (CPA), na qual também estão
situados a sede do Poder Executivo e a Assembléia Legislativa. O CPA foi
criado quando, na segunda metade da década de 1970, uma parte do território
mato-grossense foi desmembrada para a criação do estado do Mato
Grosso do Sul. É na região do CPA que se tem dado a expansão
da cidade - ainda que o crescimento populacional de Cuiabá esteja contido
desde a década de 1980. Entre outras justificativas para a implantação
do fórum está a de que a concentração das atividades
em um único prédio permitiria reduzir custos operacionais
provocados pela dispersão. Contratada para realizar a tarefa,
a Fundação para o Desenvolvimento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento
(Fipai) atribuiu ao arquiteto Marcelo Suzuki a tarefa de desenvolver o
projeto arquitetônico. E ele não decepcionou: além da resolução
das questões programáticas e funcionais, o desenho atraente já
candidata a edificação a figurar em uma relação dos
bons projetos brasileiros desse início de século. A configuração
exterior do conjunto é caracterizada sobretudo pelo tabuado que
veda os corredores internos e é intercalado com superfície
em alvenaria. Arrematados pela cobertura atirantada, esses elementos
dão ao conjunto um aspecto que poderia ser resumido como high tech caboclo
ou alta tecnologia dos trópicos. Resultados estéticos
parecidos são encontrados em obras recentes de Norman Foster, Renzo
Piano e Nicholas Grimshaw, entre outros. “O conjunto é
predominantemente horizontal, com térreo para serviços
e estacionamento em pilotis, e primeiro andar onde se concentram
as atividades de rotina do fórum”, descreve Suzuki. As autoridades do tribunal
haviam solicitado ao arquiteto um edifício com esse perfil, e no imenso
terreno do Estado em que foi construído não faria mesmo sentido
verticalizar a edificação. Nessa configuração,
as circulações têm papel crucial. “Elas foram definidas
de maneira prática: magistrados e funcionários dispõem de
um corredor interno, enquanto advogados, testemunhas e público em
geral utilizam varandas abertas para os jardins internos”, informa Suzuki.
Para os presos, há uma circulação específica no
térreo, de onde se tem acesso, por escadas, às salas de audiências.
Essa solução, segundo o arquiteto, favoreceu a segurança
de todos os usuários do fórum e também permitiu adotar elevadores
apenas para uso de idosos e portadores de necessidades especiais. Acima
do pavimento superior há uma laje que se transforma em piso técnico.
Trata-se de uma espécie de shaft horizontal, que, assim como os
pilotis do térreo, facilita a execução dos serviços
de manutenção. A cobertura ora metálica, ora translúcida
está suspensa por vigas atirantadas em colunas - ambas de
metal - que marcam visualmente o conjunto. Além de requintada
solução estética, o tabuado de pinus protege contra
o calor das quase sempre muito altas temperaturas de Cuiabá e permite
a ventilação natural. Por esse motivo, apenas os ambientes que necessitam
permanecer fechados, em razão de sigilo, possuem sistema de ar condicionado.
A luz projetada nos vãos das tábuas desenha internamente, na outra
parede do corredor, variações da forma do ripado. Texto
resumido a partir de reportagem de Adilson Melendez Publicada
originalmente em PROJETODESIGN Edição 307 Setembro de
2005 | | |
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O complexo possui dois pavimentos.
O acesso ao piso superior é feito predominantemente por escadas |
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O tabuado veda os corredores
de circulação e intercala-se, no fechamento externo, com as
superfícies em alvenaria | | |
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Nos corredores de circulação
interna, a imagem do tabuado é projetada na parede |
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| Na cobertura ora opaca, ora
translúcida, as vigas metálicas estão atirantadas a pilares
do mesmo material | | |
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| A combinação
de materiais explorada por Suzuki, juntando madeira, alvenaria e componentes metálicos,
resultou em um edifício que evoca a linguagem high tech | |
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| No térreo, jardins
se alternam com a área de estacionamento; no piso superior, passarelas
conectam setores | | |
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| As grandes varandas voltadas
para os jardins internos servem como circulação para advogados,
testemunhas e público em geral | | |
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O pavimento superior concentra
todas as repartições ligadas à atividade-fim do fórum |
| | No térreo,
jardins se alternam com a área de estacionamento; no piso superior, passarelas
conectam setores | | |
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No térreo, além
do estacionamento e dos jardins, estão setores de apoio do complexo |
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A especificação
de materiais duráveis, como o revestimento de piso, ajuda a evitar
a manutenção freqüente |
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O tribunal do júri
acomoda 260 pessoas. A disposição do forro foi elaborada de forma
a melhorar a acústica do ambiente | | |
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| O auditório, situado
no encontro de dois lados da edificação, tem capacidade para 400
pessoas | |
| Ficha
Técnica Fórum de Cuiabá Local Cuiabá,
MT Projeto 2004 Conclusão da obra 2005
Área do terreno 217.544 m2 Área construída
54.000 m2 Arquitetura Marcelo Suzuki (autor); Cínthia Verçosa,
Alexandre Nobre, Christian Nobre, Lair Reis e Danielle Spadotto (colaboradores);
Camila Fernandes da Silva, Marcelo Maia Rosa, Marcelo Sodré, Marcele Silveira,
Cláudia Inoue e Carolina Pádua (estagiários) Estrutura
José Jairo de Sales (metálica) e Márcio Ramalho (concreto)
Conforto ambiental Admir Basso e Rosana Caran Hidráulica
Marcelo Pereira de Souza Elétrica Ruy Altafini Paisagismo
Luciana Schenk Desenvolvimento de projetos Cláudio Menin
Santos, Cristina Araújo Silva Setor de engenharia do Tribunal de
Justiça Sônia Ribeiro e Marcos Fukasse Construção
Cogefe Fotos Antonio Saggese | |
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| Fornecedores Brafer
(estrutura metálica); Termoeste (ar-condicionado); Atlas Schindler (elevadores);
Firmino Siqueira (consultoria de impermeabilização); System (instalações);
Brasilos (castelo de água); Fabrimar (metais); Celite (louças) |
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