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O conforto ambiental é garantido, no edifício-sede da
Engevix, por soluções arquitetônicas como o recuo da
fachada do último piso - originando um terraço -, a criação
de um jardim central com luz natural e a utilização de lâminas
curvas de vidro, que envolvem as quatro faces da construção.
Há cerca de 40 anos a Engevix Engenharia trabalha com projetos de
gerenciamento de empreendimentos nas áreas de meio ambiente, energia, transporte
e indústria de base. Diferente de seu antigo escritório, localizado
no centro de São Paulo, na nova sede as estações de trabalho
voltam-se para um vão central, com vista para uma área ajardinada.
Fachadas envidraçadas, terraços e clarabóias completam a
proposta arquitetônica desenvolvida para o edifício. Instalado
em terreno de 3.353,26 metros quadrados, o edifício, com três pavimentos
mais um subsolo, possui fachadas de vidro compostas por lâminas com
suaves curvas. Um recuo em relação às lâminas origina
um terraço no último andar, destinado à diretoria da empresa,
onde um pano de vidro acompanha a extensão da fachada. Para a entrada
de luz natural foram adotados vidros laminados refletivos verdes na
elevação do terraço, no térreo, nas quatro faces externas
do edifício e na cobertura. Para marcar a horizontalidade do
edifício, a vedação do primeiro andar é constituída
por uma lâmina côncava de vidros cujo prolongamento, para cima,
forma o guarda-corpo do terraço no segundo andar. Nas laterais, ela se
estende além do corpo da edificação, em trechos em balanço
de 1,50 metro que formam abas produzidas com estrutura metálica de
aço. Frontalmente, essas abas também foram vedadas com vidros, enquanto
no acabamento lateral e posterior receberam chapas de alumínio composto.
Devido às características do projeto, a estrutura
do edifício é de concreto armado. Nos cantos foram adotados
pilares estruturais, que, apesar de robustos, atendem à proposta estética.
Nos encontros das faces estão as áreas de sanitários, máquinas
de ar condicionado e escadas - a estas se soma, para a circulação
vertical, um elevador panorâmico. Fachadas prolongadas
As fachadas structural glazing foram produzidas com vidros laminados refletivos
de oito milímetros, colados com silicone estrutural em perfis de alumínio
da linha Mirror, da Hydro. Segundo Lage Mourão Gozzi, diretor da Reinstal,
responsável pela execução das fachadas, as colunas mais
esbeltas desta linha disfarçam os perfis de alumínio pelo lado
interno, atendendo à estética arquitetônica pretendida.
Devido à altura do prédio e às dimensões dos
painéis, o vidro laminado de oito milímetros responde aos
requisitos de carga especificados pela norma. Como o edifício possui
sistema de ar condicionado central, os caixilhos das fachadas são fixos,
com folhas maxim-ar no eixo central, nas partes superior e inferior. Na interface
dos vidros foram utilizadas gaxetas de EPDM, que auxiliam no tratamento acústico
do ambiente. Na instalação dos vidros foi empregado
sistema de sustentação mecânica para diminuir o esforço
no silicone, reduzindo o risco de rompimento. São presilhas de apoio
de alumínio, instaladas na parte inferior da folha, como se fosse uma
cantoneira que auxilia na distribuição de cargas. Com elas é
possível reduzir o risco do rompimento do silicone e de queda do vidro.
No segundo andar, onde o terraço tem como guarda-corpo o último
módulo da lâmina, o parapeito é vedado com painel de alumínio
composto, arrematado no vidro com borracha de EPDM e silicone de cura neutra para
acabamento. A solução permite total estanqueidade à fachada.
O acesso ao terraço se dá por meio portas de abrir, que, em conjunto
com vidros laminados transparentes de oito milímetros, formam a fachada
desse andar. Lâminas curvas Lage explica que vencer
a curvatura das lâminas foi o grande desafio para a execução
das fachadas. Estas foram elaboradas para receber os caixilhos de fora para
dentro, e como a lâmina era côncava a montagem tornou-se difícil.
“A solução foi deslocar as colunas para a montagem das travessas
e depois recolocá-las em seus lugares. Para completar as fachadas e fazer
a concordância da curva, os quadros eram instalados do meio para as extremidades.
O conceito de montagem é tecnicamente melhor resolvido e foi possível
vencer vãos com 2,10 metros de altura por 1,25 de largura”, ele
conta. Dentro da modulação utilizada na obra foi possível
obter a distância de fixação de aproximadamente três
metros de altura. No corpo do edifício os caixilhos foram ancorados
na estrutura de concreto. Nas abas, que dão continuidade às
fachadas, os quadros de vidro foram instalados na estrutura metálica.
Em ambos, a caixilharia foi vedada com silicone de cura neutra. Os pilares
externos dispostos no térreo e no terraço foram revestidos com chapas
de alumínio composto na cor prata. Para a fixação dos painéis
foi utilizada subestrutura metálica de alumínio. Para a junta das
chapas empregou-se silicone de vedação. Conjunto de
pirâmides As esquadrias da cobertura foram instaladas sobre a estrutura
metálica de aço dos skylights, em forma de pirâmides.
No total, são nove pirâmides. Cada uma mede na base 4 x 4 metros,
utilizando-se peças de vidro de 1,70 metro de base e 2,25 metros de altura.
Com essas medidas foi possível empregar peças de vidro laminado
incolor de dez milímetros, com poucas emendas facilitando a montagem.
O projeto de caixilharia da zenital foi desenvolvido pela QMD Consultoria. É
uma solução específica para cobertura composta por dois
perfis de alumínio (interno e externo) e uma chapa de vidro.
As chapas de vidro foram instaladas nos perfis externos com borrachas
de silicone, para total estanqueidade à água. No lado interno,
foi adotado um perfil tubular de alumínio com um canal para fazer
a fixação do quadro de vidro através de parafuso de aço
inoxidável na estrutura metálica. Os perfis receberam tratamento
anodizado na cor preta. No encontro dos vidros no topo da pirâmide existe
um chapéu de vedação, executado com chapa de alumínio
de dois milímetros soldada. A peça é encaixada nos vidros
e vedada com silicone. Texto resumido a partir
de reportagem de Gilmara Gelinski Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 42 Setembro de 2005 |