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Paulo Mendes da Rocha,
Piratininga Arquitetos e MMBB Arquitetos
Museus, São Paulo |
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| | A
maquete em papel foi elaborada pelo próprio autor |
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| Conjunto cria porta alternativa para
o campus universitário | | | |
| Quase 60 mil metros de área construída
da mais pura arquitetura da escola paulista aguardam para tomar forma no
campus da Universidade de São Paulo, na zona oeste de São Paulo.
Esse é o espaço reservado à praça dos Museus,
conjunto que receberá edificações projetadas por Paulo
Mendes da Rocha para sediar os museus de Zoologia, de Arqueologia e Etnologia
e de Ciências. O local também pretende transformar-se na nova porta
da Cidade Universitária. A variedade e a qualidade do acervo,
além da raridade de algumas peças, nos museus de Zoologia e de Arqueologia
e Etnologia - o primeiro no bairro do Ipiranga, o segundo na própria USP
-, atraem a atenção e a visita de diversos pesquisadores,
até de outros países. A excelência desse conjunto tem
a sua espera uma solução de arquitetura do mesmo nível, desenvolvida
há cerca de seis anos pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Ela permitiria
a ambas as instituições atender estudiosos e expor ao público
mais leigo a riqueza desse material. A praça dos Museus, como
é chamada, é composta por três edifícios museológicos
e um grande auditório de uso comum. Para o autor, o conjunto deverá
constituir um ponto de atração nas relações
do campus no Butantã com a população de São Paulo.
Apesar de ter sido desenvolvida proposta de configuração semelhante
para outro terreno, mais acidentado, também na Cidade Universitária,
a solução que o autor pretende ver consumada situa-se em terreno
paralelo à raia olímpica, vizinho à praça do Relógio,
importantes referências locais. A implantação parece sugerir
a conexão entre as margens do rio Pinheiros, que corre paralelo à
raia. | | |
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Uma rua suspensa articuladora
dos quatro edifícios é a proposta de Paulo Mendes da Rocha para
a praça dos Museus, no campus da USP, zona oeste de São Paulo |
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O auditório, com capacidade
para até 800 pessoas, terá uso compartilhado e acesso pela praça |
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| | O
complexo museológico será implantado em paralelo à raia olímpica,
importante referência dentro do campus | | | | | |
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| “A questão fundamental aparece, do
ponto de vista da arquitetura, na disposição espacial peculiar que
deverá surgir para amparar a pesquisa, em recintos de trabalho exclusivo,
e a visitação pública. Um conjunto peculiar, todo ele um
museu”, conceitua o autor. As quatro edificações se distribuirão
ao longo de uma rua suspensa - chamada pelo arquiteto de galeria de acolhimento
-, com amplas vistas para a USP, de um lado, e para parte da zona oeste paulistana,
do outro. Nessa rua/galeria funcionariam restaurante, livraria, áreas
de apoio e o acesso para o auditório. Dos quatro edifícios,
dois têm desenhos bastante parecidos, na forma de torres quadradas de médio
porte, configuradas a partir de paredes de concreto com aberturas regulares nos
pavimentos superiores. Além da semelhança formal, os prédios
destinados aos museus de Zoologia e de Arqueologia e Etnologia têm em comum
o amplo espaço destinado à armazenagem de peças e exemplares.
O projeto de arquitetura designa para essa função a parte central
dos blocos, enquanto a periferia dos pavimentos é reservada às salas
dos pesquisadores. Em ambas as edificações, o térreo e a
cobertura se destinarão a exposições. Essas torres
devem ser implantadas em lados diferentes da via suspensa, ligeiramente desalinhadas
entre si. Circular e também de concreto, o terceiro bloco,
reservado ao Museu de Ciências, contrapõe-se à ortogonalidade
dos anteriores. Diferente dos demais, trata-se de um museu sem acervo,
destinado a receber exposições de outras escolas da universidade.
Pés-direitos elevados foram previstos para permitir a montagem de diferentes
mostras. Completa o conjunto um auditório de desenho trapezoidal,
igualmente em concreto, com cobertura arqueada. Ele terá seu uso compartilhado
pelos usuários e freqüentadores dos três outros edifícios.
A praça que se formará pela conexão das áreas do térreo
é intercalada por espelhos d’água. Quando do desenvolvimento
da primeira solução - a que ocuparia o terreno mais acidentado -,
Mendes da Rocha observou aos idealizadores da praça dos Museus que ela
estaria melhor implantada na frente da praça maior da USP, onde poderia
funcionar como porta da Cidade Universitária. Texto
resumido a partir de reportagem de Adilson Melendez Publicada
originalmente em PROJETODESIGN Edição 316 Junho de 2006 |
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A rua suspensa que articula
os quatro edifícios é chamada pelo autor de galeria de acolhimento |
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A troca de terreno sugerida
pelo autor pretende criar uma nova porta para o campus e uma possível
conexão com as margens do rio | | |
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Os blocos de linhas retas
são destinados aos museus de Zoologia e de Arqueologia e Etnologia.
Na periferia dos andares, ficarão as salas dos pesquisadores |
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Na galeria suspensa, ao longo
do qual se alinharão os edifícios, haverá restaurante,
livraria, café e outros serviços |
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Como em vários projetos
de Mendes da Rocha, os edifícios da praça dos Museus têm
geometria pura e se atêm à essência | |
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| Autor |
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Paulo Mendes da Rocha, formado pela FAU/Mackenzie em 1954, é
um dos mais renomados arquitetos brasileiros. Entre os prêmios que
conquistou, destaca-se o Mies van der Rohe e o Pritzker 2006. | |
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| Colaboradores
- MMBB Arquitetos |    | |
Formados pela FAU/USP, Fernando de Mello Franco, Milton Braga (ambos em
1986) e Marta Moreira (1987) são sócios no escritório
MMBB desde 1996. Receberam, entre outros, o prêmio da 4ª BIA pelo projeto
da garagem do Trianon, em São Paulo. São colaboradores de Paulo
Mendes da Rocha em projetos como o terminal rodoviário do parque D. Pedro
2°, o Centro Cultural da Fiesp, o Poupatempo Itaquera e o Sesc 24 de Maio,
estes ainda com a presença de Angelo Bucci no escritório. |
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| A implantação
sugere a conexão entre a Cidade Universitária, hoje isolada, e a
metrópole | |
| Ficha
Técnica Praça dos Museus - Universidade de São Paulo
Local São Paulo, SP Início do projeto
2000 Área construída 58.130 m2 Arquitetura
Paulo Mendes da Rocha (autor); José Armênio de Brito Cruz, Renata
Semin, Fernando de Mello Franco, Fausto Natsui, Mauro Halluli, Fabiana Stuchi,
Marta Moreira, Milton Braga (colaboradores); Cristina de Brito Marini, Paula Zemel
Pompeu de Toledo Maquete Paulo Mendes da Rocha e Trivino Maquetes
Fotos Fabiana Stuchi e Carolina Castroviejo | |
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