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Sakaguti Arquitetos Union Day-Hospital, Curitiba | | |
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o terreno escolhido para a implantação tinha grande testada, foi
possível destacar a fachada frontal | |
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| Tubos que definem a fachada |
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Dedicado ao atendimento ambulatorial e a procedimentos médicos rápidos,
o Union Day-Hospital, no bairro do Batel, em Curitiba, ocupa edifício com
fachada definida por um volume levemente curvo, de vidro, e outro plano,
revestido com granito, entremeados por uma marquise metálica.
O empreendedor da obra, o Centro de Microcirurgia Ocular de Curitiba (Cemoc),
desejava uma edificação que expressasse modernidade e conceitos
relacionados às atividades científicas. Inicialmente, ela abrigaria
uma clínica de oftalmologia, mas durante o desenvolvimento do projeto a
proposta foi ampliada para a criação de um hospital nessa área,
destinado ao atendimento ambulatorial e a procedimentos médicos rápidos.
Como o terreno escolhido tinha grande testada, foi possível
destacar a fachada frontal, que se transformou no ponto de identificação
do Union Day-Hospital. O programa foi atendido com a criação de
uma planta flexível, a que se soma o diferencial de interiores com
piso decorado de granito vermelho, branco e preto, formando desenhos que demarcam
os ambientes. O edifício tem estrutura de concreto com amplos vãos
modulares, sem vigas, para aumentar a flexibilidade de usos e a facilidade
do trânsito das instalações, através dos shafts que
percorrem os pilares em forma de U. Estrutura metálica
Com 19,50 metros de largura por 12 metros de altura, a fachada tem um plano
em curva suave, revestido por vidros no sistema structural glazing, com
a estrutura de alumínio ancorada em perfis de aço carbono. As linhas
horizontais são acentuadas por tubos de aço inoxidável
escovado de duas polegadas. Eles são fixados por hastes de meia polegada,
do mesmo material, no perfil de alumínio da caixilharia. Para contrastar
com o vidro, um segundo elemento da face principal, mais sóbrio, é
uma empena cega, revestida com placas de granito marrom-Bahia, fixadas
com inserts metálicos de aço inoxidável. O desenvolvimento
do projeto considerou a incidência de luz solar e as proporções
das áreas envidraçadas, para obtenção de conforto
térmico e otimização do sistema de ar condicionado. O pano
de vidro volta-se para o sul, enquanto as faces norte, leste e oeste, mais ensolaradas,
têm desenho com vãos menores para os caixilhos. Os apartamentos e
os consultórios receberam persianas motorizadas com palhetas de
alumínio. Os caixilhos têm vidros laminados refletivos
verdes, de oito milímetros, colados em perfis de alumínio da linha
Cittá Due, com pintura eletrostática na cor marrom. Para a colagem
foi utilizado silicone bicomponente. Wilson Benvenutti, diretor da empresa Box
Estrela, que fabricou e instalou as esquadrias, explica que para vencer o pé-direito
duplo da face principal, com modulação de 1.606 x 1.504 milímetros,
foi instalada estrutura de aço que tem a função de fazer
o travamento da fachada, dando maior estabilidade. Os caixilhos foram colocados
com presilhas nas colunas de alumínio, fixadas na viga metálica
pelo sistema telescópico, com tratamento para não haver eletrólise
entre esta e o alumínio. Um pórtico revestido com
granito define a entrada principal e sustenta a marquise curva de vidro laminado
refletivo. Em balanço de quatro metros, ela foi fabricada com perfis
tubulares de aço ASTM A570. Duas vigas principais, de 25 centímetros
de diâmetro, chumbadas no pórtico de concreto, ancoram a estrutura
da marquise. Para a instalação dos vidros utilizou-se estrutura
secundária de aço, composta por perfis-tubos calandrados. Os vidros
foram colados com silicone estrutural em perfis de alumínio. |
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| As linhas horizontais da
fachada são acentuadas por tubos de aço inoxidável escovado |
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A marquise de vidro laminado
refletivo está em balanço de quatro metros |
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| vigas metálicas chumbadas
no pórtico de concreto constituem a ancoragem da estrutura da marquise |
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Para a instalação
dos vidros da marquise foi criada estrutura secundária, composta por
tubos de aço calandrados | |
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| | A
escada escultural tem degraus em balanço e microluminárias que,
à noite, decoram o ambiente e servem de balizadores |
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| Escada O acesso ao edifício
conduz ao hall, no térreo, onde o pé-direito triplo permite avistar
os mezaninos dos pisos superiores. Ali ganha destaque uma escada escultural
com degraus em balanço, tendo entre eles pequenos furos, com microluminárias
em tons âmbar e azul, que à noite decoram o ambiente e servem de
balizadores. “O projeto previa uma pequena escada de um lance, com 1,50 metro
de largura. Com as mudanças de utilização do edifício,
as medidas foram alteradas - dois lances e degraus de 2,50 metros de largura -,
para atender às normas brasileiras de rotas de fuga. Para
evitar que a escada comprometesse a visão do hall, foi concebida
uma estrutura de concreto delgada, que forma uma espécie de coluna vertebral.
A parte inferior dos degraus foi revestida com aço inoxidável e
a superior recebeu mármore branco. Ao lado da escada, uma parede de vidro
curvo temperado, do piso ao teto, receberá aplicação de película,
para garantir a transparência e, ao mesmo tempo, manter a privacidade necessária
às atividades internas. Do hall também se avista, no pavimento superior,
o consultório principal, uma estrutura que se projeta em prisma de vidro
temperado verde sobre a recepção. Paredes duplas
Com térreo, dois pisos superiores e dois subsolos, o edifício
totaliza 5.876,37 metros quadrados de área construída. Na planta
dos pavimentos superiores, foi criada área de circulação
periférica - por onde transitam médicos e enfermeiros - e um
acesso social, para os pacientes. No térreo, as salas são reservadas
para que os profissionais instalem seus consultórios e utilizem a infra-estrutura
do hospital - recepção, administração, arquivos, farmácia,
centro cirúrgico e apartamentos. O primeiro subsolo é destinado
a vagas de carros e setores de serviços - almoxarifado, vestiário
de funcionários, cisternas, depósitos, refeitórios e cozinha
-, tendo ainda hall privativo para os médicos. O segundo abriga somente
estacionamento. Por questões de salubridade, o primeiro
subsolo foi construído com parede dupla, uma de contenção
e outra a cerca de um metro de distância, criando-se um túnel de
serviços com ventilação natural permanente, através
de grelhas instaladas no térreo. No hall privativo desse subsolo, as paredes
têm trechos com pintura de cores marcantes, como o vermelho, e as portas
em amarelo. Tons lúdicos e recursos espaciais também foram
utilizados nos pavimentos dos ambulatórios. Para o piso do hall foram escolhidas
pedras de mármore e granito coloridos. Nos demais locais, revestimentos
vinílicos em mantas formam desenhos geométricos multicoloridos,
que nunca se repetem. Texto resumido a partir
de reportagem de Gilmara Gelinski Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 45 Abril de 2006 | | |
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Cores lúdicas e recursos
espaciais foram utilizados nos pavimentos dos ambulatórios, criando
ambientes diferenciados | | |
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A estrutura de aço
reforça a estabilidade da fachada, que tem pé-direito duplo |
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| Fornecedores Perfis
de alumínio: Alcoa; Vidros: Cebrace; Palhetas das persianas: Alcoa; Motorização:
Somfy; Silicone estrutural: Dow Corning | |
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