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Bross
Consultoria e Arquitetura
Hospital Beneficência Portuguesa - bloco 6, São Paulo |
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Com o Google Earth pré-instalado no seu computador:
1. Clique na Lupa
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4. Clique em Abrir e aguarde |
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| Centro de referência hospitalar |
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Com terraços voltados para áreas verdes,
as fachadas frontal e posterior foram construídas com
vidros insulados de 34 milímetros e persianas internas
orientáveis, atendendo às exigências de
conforto termoacústico e higienização
dos apartamentos da edificação hospitalar.
Entidade filantrópica criada em 1859, a Beneficência
Portuguesa mantém em São Paulo aquele que é
considerado o maior complexo hospitalar privado da
América Latina, com 60% dos leitos e serviços
destinados aos pacientes do Sistema Único de Saúde
(SUS). Para aumentar o número de atendimentos particulares,
voltados a público de maior poder aquisitivo, foi criado
um edifício com arquitetura moderna, que se
eleva em frente dos antigos blocos hospitalares.
Trata-se do bloco 6 - Centro de Diagnóstico, Procedimentos
e Tratamentos -, projetado para abrigar equipamentos de alta
tecnologia do setor de saúde. No total, a unidade terá
90 leitos (60 para internamento, 20 no centro de terapia
intensiva e dez para o departamento de hemodinâmica),
centro cirúrgico com sete salas de alta complexidade
e setor de diagnóstico por imagens.
Localizado na rua Martiniano de Carvalho, no bairro do Paraíso,
região central de São Paulo, o prédio
de nove andares mais térreo foi construído
em concreto convencional e vedado com amplos panos de vidro
insulado, combinados com painéis sólidos de
alumínio. Tem 24.194,72 metros quadrados de área
edificada, em terreno de 7.558,94 metros quadrados. Segundo
os autores do projeto, os arquitetos João Carlos Bross
e Augusto Guelli, do escritório Bross Consultoria e
Arquitetura, o novo bloco, apesar de separado dos demais pela
rua Maestro Cardim, vai compartilhar com eles a área
de apoio.
Conceitos arquitetônicos
O projeto do bloco 6 teve início com o arquiteto Antônio
Melchior, que lançou as diretrizes de construção
em concreto. Em 2003, a direção da Real e Benemérita
Sociedade Portuguesa de Beneficência decidiu mudar
o perfil do hospital e contratou Bross Consultoria e Arquitetura
para cuidar da adaptação às novas necessidades
da instituição e desenvolver os projetos executivos
de arquitetura. Partindo das premissas estabelecidas por Melchior,
o escritório organizou toda a ocupação
do edifício, compondo os espaços, sistemas construtivos
e fachadas.
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| Para o desenvolvimento do projeto, alguns
fatores foram considerados: a interferência das árvores, o acesso
principal pela rua Martiniano de Carvalho e a garantia de conectividade
com as áreas funcionais pela rua Maestro Cardim. Construído sobre
pilotis com concreto moldado in loco, o edifício possui lajes idênticas
de 1.244 metros quadrados, permitindo diferentes ocupações e serviços.
Além dos nove andares, conta com quatro subsolos. As fachadas
frontal e posterior receberam tratamento arquitetônico idêntico. Ambas
têm terraços envidraçados voltados para áreas
verdes, o que, considerando a posição elevada do prédio,
proporciona vistas agradáveis da cidade e incentiva o paciente a ir até
a sacada, numa caminhada mais agradável do que a efetuada pelos
corredores hospitalares. As esquadrias internas, o guarda-corpo, o térreo
e as marquises também constituem projetos especiais, desenvolvidos especificamente
para atender às necessidades da obra. Portas de abrir ou de correr
permitem o acesso aos terraços. Estes são separados entre
si, no mesmo pavimento, por divisórias de vidro laminado opaco de oito
milímetros, que conferem leveza e garantem privacidade ao espaço.
Para criar continuidade visual nas fachadas foram instalados vidros laminados
de segurança de oito milímetros nos guarda-corpos dos terraços.
Para as esquadrias internas foram utilizados os sistemas Imperial Line nas portas
de correr e Imperial Open nas portas de abrir, ambos com vidro insulado de 34
milímetros de espessura e persianas internas orientáveis.
Sistema de fachadas Segundo o engenheiro Arimatéia
Nonatto, gerente de desenvolvimento de produtos da Belmetal, o projeto foi direcionado
para itens como funcionalidade e bem-estar do paciente. São três
fachadas cortinas - frontal, posterior e lateral esquerda -, concebidas com vidros
insulados contendo persianas internas orientáveis, aplicados em perfis
de alumínio da linha Atlanta Structural Glazing. Os projetos executivos
de esquadrias de alumínio para fachada, guarda-corpos, terraços
e divisórias foram desenvolvidos pela Belmetal em parceria com a Cosbiem.
A caixilharia foi fixada na estrutura de concreto por chumbadores
expansivos que prendem as ancoragens e, conseqüentemente, suportam todo o
peso dos caixilhos e de seus componentes. Vidro e painel metálico estão
alinhados no mesmo plano e fixados de forma frontal e sistêmica, para garantir
a planicidade da fachada. Os perfis de alumínio ganharam tratamento
de superfície anodizado natural fosco A-18, executado pela CBA.
As fachadas receberam vidros duplos de 34 milímetros e persianas
internas ScreenLine - estas atendendo às exigências de conforto
termoacústico e higienização dos apartamentos, pois, como
não estão expostas, não se acumulam poeira nem detritos.
No total, foram 4,4 mil metros quadrados de vidros que possuem 24,30% de reflexão,
19,60% de transmissão luminosa, 62,10% de absorção, 32,19%
de fator solar, resultando em coeficiente de sombreamento de 0,370 e RHG de 282
W/m2. Segundo a engenheira civil Lúcia Alves Cavalieri, da Pilkington,
esses fatores ajudam no controle solar e acústico, além de
permitir a transparência, dando um aspecto limpo à fachada.
Painéis de alumínio sólido revestem as frentes de
laje em alguns pontos e as empenas da fachada lateral, onde há uma caixa
de circulação revestida com chapas azuis. As chapas de alumínio
de dois milímetros estão fixadas frontalmente numa pré-estrutura
do mesmo material, orientada ortogonalmente através de uma rota tanto nas
travessas como nas colunas. Essa solução tornou a instalação
dos painéis rápida e possibilitou manter o alinhamentos das
juntas. Novas ferramentas Segundo o engenheiro
Raul Ferreira da Costa Júnior, diretor da Cosbiem, foram necessárias
15 novas ferramentas para a execução das fachadas
e quatro para a estrutura do revestimento de alumínio sólido, resultando
em agilidade, precisão e economia na instalação. A tipologia
geral da fachada é composta de bandeira em veneziana com ventilação
permanente, vão-luz com vidro insulado com persiana (laminado refletivo
azul de 4 + 4 milímetros + 20 A.C. + laminado incolor de 3 + 3 milímetros)
e frente de laje com laminado ref letivo azul de 4 + 4 milímetros.
Os quatro cantos do prédio, as extremidades superior e inferior,
os rufos da fachada, térreo e marquises foram revestidos por chapa de alumínio
sólido de três milímetros na cor sylver; as duas prumadas
do elevador e a casa de máquinas receberam o mesmo material, mas em azul.
Os quadros de painéis de alumínio sólido na frente de
laje e nos cantos curvos da fachada foram colados com silicone structural
glazing, resultando em maior velocidade na instalação, segundo Costa
Júnior. Nas demais áreas, como a prumada dos elevadores, foi utilizado
o sistema stick para fixação das bandejas, sendo as juntas
vedadas com tarucel e silicone neutro na cor cinza. O engenheiro destaca ainda
o grande balanço, com o mesmo material, do término da fachada em
arco. Com altura de 5.765 milímetros, foram necessários rigorosos
cálculos para dimensionar a estrutura de alumínio em balanço
e outra estrutura, fixada naquela, para ancorar o revestimento interno. Para vencer
a altura de 7,50 metros do térreo foram utilizados os perfis FA-329 como
coluna e FA-330 como travessa e as luvas contínuas. “A criação
de perfis e as alternativas de produção e instalação
foram desenvolvidas visando atender plenamente às exigências e aos
conceitos definidos pelo escritório de arquitetura”, afirma Costa Júnior.
Definição de fluxos No térreo,
procurou-se configurar a conexão operacional entre os edifícios
do conjunto, criar áreas verdes em todo o espaço e definir os acessos
ao prédio. O projeto considerou o fluxo de pacientes de acordo com
o tipo de atendimento oferecido, de consultas médicas a tratamentos e internações.
O acesso principal foi destinado a quem se encaminha para as consultas; uma entrada
lateral exclusiva atende pacientes em cadeiras de rodas, em macas ou que querem
se resguardar. O térro e o mezanino são totalmente
integrados às áreas externas do edifício através
do pé-direito duplo, revestido com panos de vidro. Ambos os espaços
totalizam vão com 7,50 metros, vedado com esquadrias de alumínio
produzidas com vidros laminados refletivos azuis de oito milímetros, colados
em perfis do mesmo sistema da fachada. Para vencer a altura do vão empregaram-se,
porém, colunas especiais. Uma marquise metálica
em balanço de 5,80 metros protege o pano de vidro do térreo, ao
mesmo tempo que permite desfrutar da paisagem do bulevar. Com formas planas
e cilíndricas e levemente inclinada, a marquise tem estrutura metálica
convencional com aço SAC 41. Apoiada em pilares de concreto, esta foi coberta
com telhas metálicas e revestida com painéis de alumínio,
cujo sistema de fixação seguiu o mesmo padrão da instalação
dos painéis da fachada, com juntas siliconadas. Texto
resumido a partir de reportagem de Gilmara Gelinski Publicada
originalmente em FINESTRA Edição 45 Abril de 2006 |
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| Pioneirismo na área de
saúde Maior complexo hospitalar privado da América
Latina, o Hospital Beneficência Portuguesa tem 1,4 mil profissionais em
seu corpo clínico, 5 mil funcionários (em torno de 2,9 mil alocados
na área de enfermagem), 1.734 leitos (213 de UTI) e 55 salas cirúrgicas.
Destaca-se nas áreas de cirurgias cardíacas e neurológicas,
e é considerado modelar na realização de grande diversidade
de transplantes, atendendo pacientes de todo o país nas especialidades
de coração, córnea, fígado, medula, rim, pâncreas
e pulmão. A instituição também é pioneira na
implantação, no Brasil, da área de radiocirurgia e tornou-se
centro de referência na América Latina. As acomodações
do bloco 6 foram projetadas para oferecer conforto ao paciente e a seus familiares.
Os apartamentos e suítes, com área entre 33 e 75 metros quadrados,
receberão modernos equipamentos de hotelaria hospitalar. |
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| Elevação principal
- Rua Martiniano de Carvalho |  |
| Apartamento tipo - 9°
e 10° pavimentos | |
| Ficha
Técnica Cliente: Real e Benemérita Sociedade
Portuguesa de Beneficência Obra: Hospital Beneficência
Portuguesa - bloco 6 Local: São Paulo, SP Projeto:
2003 Conclusão da obra: 2005 (primeira etapa da obra)
Área do terreno: 7.558,94 m2 Área construída:
24.194,72 m2 Equipe técnica Arquitetura: Bross
Consultoria e Arquitetura - João Carlos Bross e Augusto Guelli
(autores); Ana Carolina Tabach, Ana Paula Perez, Cynthia Kalichsztein,
Denilson Sabion, Francine Xavier, Joana Caldeira, José Vicente, Mariana
Lyra, Roberto Gobo, Rodrigo Santos e Vagner Bordin (colaboradores) Construtora:
Toda do Brasil Gerenciamento: Beneficência Portuguesa
- Edwal Sanomia Climatização: Engetherm Luminotécnica:
Senzi Elétrica e hidráulica: MBM Interiores
e comunicação visual: Bross Consultoria e Arquitetura
Fachadas: Belmetal e Cosbiem (projeto executivo, fabricação
e instalação) Fotos: Carlos Gueller |
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| Fornecedores Sistemas
de fachadas: Belmetal; Perfis de alumínio: CBA; Vidros: Pilkington; Silicone:
Dow Corning; Painéis de alumínio: Belmetal; Acessórios: Udinese
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