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Edifício Atrium VII,
São Paulo
Aflalo & Gasperini Arquitetos |
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| Grelhas estabelecem diálogo | |
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Elemento arquitetônico que passou a identificar os edifícios da família
Atrium, a grelha côncava desenhada para o sétimo exemplar
da série serve como anteparo para a incidência de luz solar
na fachada norte, além de favorecer a constituição de um
espaço semipúblico no térreo. Diferente de hoje,
a Vila Olímpia da década de 1980 era um conjunto de construções
horizontalizadas que já sinalizava perspectivas de transição.
Com a visão estratégica das mudanças em curso e vislumbrando
o potencial imobiliário da região, a incorporadora Sandria Projetos
e Construções plantou ali a semente do que iria se configurar, nos
anos seguintes, como uma linha de edifícios reconhecidos pelo desenvolvimento
de conceitos diferenciados. Ela passou a ser conhecida como família Atrium,
tendo como precursor o prédio erguido na rua do Rocio, no início
dos anos 1990. Hoje são sete edificações construídas
e a oitava em fase de finalização. | | |
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| O edifício é
composto por dois retângulos, em ângulo de 90 graus | |
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| | A
grelha côncava, solta da fachada, vai ao encontro do edifício, gerando
um espaço vertical | |
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| Para o primeiro edifício, o escritório
Aflalo & Gasperini criou uma proposta arquitetônica definida
por grandes átrios que se relacionam com o espaço público
e grelhas estruturais que passaram a estabelecer o diálogo entre os prédios.
“A família Atrium não foi algo premeditado, mas uma conseqüência
de mercado. Apesar das condições diferentes, em alguns aspectos,
as preocupações eram as mesmas. Havia limitações
para os primeiros edifícios, e com o passar do tempo foram sendo implantadas
novas tecnologias de infra-estrutura e áreas complementares, como cafés
e helipontos”, afirma o arquiteto Roberto Aflalo. Em todas as propostas,
o térreo foi desenhado para oferecer aos transeuntes um espaço
que se diferenciasse do restante da rua mas, ao mesmo tempo, mantivesse comunicação
com ela. Como o projeto urbanístico do bairro possibilita criar ligações
transversais de pedestres entre os quarteirões, a disposição
dos edifícios em terrenos próximos permite as conexões. Ainda
não foi aberta, mas haverá uma passagem ligando a rua Pequetita,
frente do Atrium VII, à rua Helena, onde estão o Atrium II e o IV.
Está em estudo uma interligação até a rua do Rocio.
Roberto Aflalo conta que um amplo átrio foi implantado em três
dos edifícios, mas com alguns diferenciais. No primeiro Atrium, a planta
é formada por dois conjuntos, um para cada lado, com elevadores
no centro e um grande espaço vertical. Esse conceito foi resgatado na unidade
V, que possui três conjuntos ladeando o grupo de elevadores, centralizados.
No VII houve um aprimoramento, de acordo com tendências de mercado.
O embasamento voltou a ser enfatizado com a possibilidade de conexão com
outra rua, pelos fundos do terreno, criando-se um bulevar e uma ligação
de pedestres entre as ruas Pequetita e Helena. Outro destaque nesse projeto é
a grelha vazada, solta da fachada, que vence toda a altura do edifício,
formando o grande átrio central. Em comum, todos os prédios
guardam a preocupação com o espaço público,
que permite o avanço da rua para o interior do átrio. A grelha adotada
na nova edificação favoreceu a constituição de uma
área semipública - os visitantes do bulevar têm a sensação
de privacidade, ao mesmo tempo que estão num local aberto. A grelha
côncava, solta da fachada, vai ao encontro do edifício, gerando um
espaço vertical. O Atrium VII é formado pela justaposição
de dois conjuntos de aproximadamente 240 metros quadrados de laje cada um, com
circulação vertical central. Diferentemente dos demais prédios
da família, aqui o acesso ao átrio entre os dois conjuntos se dá
por meio de elevadores que chegam até o hall, e este então se abre
no espaço semifechado formado pela grelha e pela fachada. O hall de elevadores
foi instalado de forma a possibilitar a conexão dos conjuntos quando
o andar for unificado. Nos cantos dos conjuntos, do segundo ao 13º
andar, os terraços fazem a interligação da grelha com o edifício.
Neles foram instalados guarda-corpos, produzidos com vidros laminados de segurança
e perfis tubulares de três polegadas. Os quadros de vidro foram fixados
com pontaletes de aço galvanizado. | | |
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Os edifícios na Vila
Olímpia (data de projeto): Atrium I (1990) Rua do Rocio, 220 Atrium
II (1994) Rua Helena, 235 Atrium III (1996) Rua do Rocio, 291 Atrium IV
(1998) Rua Helena, 267 Atrium V (1999) Rua Fidêncio Ramos, 195 Atrium
VI (2000) Rua Gomes de Carvalho, 1510 Atrium VII (2001) Rua Pequetita, 215
Atrium VIII (2004) Rua Fidêncio Ramos, 213 |
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| Em comum, os edifícios
da família Atrium guardam a relação com o espaço público,
que permite o avanço da rua até o interior do átrio |
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| Na caixilharia entre vãos,
o acabamento nas juntas é feito com perfis de alumínio de cinco
centímetros de espessura | |
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| | Em
concreto armado, a grelha se conecta ao edifício através das vigas
horizontais | | | | | |
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| Além da estética A
grelha é um reticulado vertical e horizontal que atua como anteparo
para bloquear a incidência solar na fachada norte e como elemento
estético, reforçando a identidade da família Atrium. Funciona
como um filtro da paisagem externa, sem se interpor às vistas a distância,
emolduradas pelos elementos vazados. Neste edifício, a grelha é
mais proeminente do que aquelas existentes em seus pares. Com as cores vermelho
e amarelo do revestimento de agregado mineral jateado, ela confere forte identidade
ao prédio. Mas sua função não é estrutural:
dos cinco pilares que a compõem, apenas um é maciço; os demais,
ocos e preenchidos com isopor, não recebem carga. Formada por
módulos vazados de 3,60 x 3,60 metros, a grelha tem 70 metros de
altura e 24 metros de extensão. Produzida com vigas de seção
60 x 55 centímetros e pilares de seção 60 x 80 centímetros,
ficou isolada até a concretagem total da estrutura do prédio, para
evitar que houvesse alguma descarga em seus pilares. A construção
do edifício e da grelha seguiu simultaneamente. Executada em concreto
armado, esta se conecta àquele através de suas vigas (horizontais),
ligadas diretamente aos pilares existentes nos vértices internos da edificação.
Segundo o engenheiro e coordenador de obra da construtora SKR, Ludwig Rolf Loether,
foi utilizado um sistema de escoramento móvel, na própria grelha,
para acompanhar a evolução da concretagem dos módulos.
Nos primeiros andares, a construção foi mais tranqüila.
Porém, à medida que o prédio subia, tornou-se mais trabalhosa,
porque o equipamento tinha que ser remanejado sem cair. A grelha era executada
em etapas e, ao final da concretagem de cada trecho, o equipamento era passado
para o módulo seguinte. Nas laterais foram montadas passarelas para auxiliar
nos trabalhos. Para a conclusão do último e mais difícil
trecho - que ultrapassa em sete metros o topo do edifício - foi instalada
uma escada metálica por dentro da grelha. Vidros refletivos
Executadas pela Luxalum, as fachadas, incluindo a do térreo,
receberam caixilhos produzidos com o sistema da linha Mário Newton. Os
vidros foram encaixados nos perfis de alumínio com gaxetas de silicone,
externamente, e de EPDM, no lado interior. Nas faces laterais e nas internas,
onde a caixilharia é entre vãos, os quadros de vidro foram fixados
em contramarcos. Na fachada frontal, voltada para a rua Pequetita, a caixilharia
foi fixada em ancoragens de alumínio, instaladas na estrutura do
edifício. Os perfis de alumínio receberam tratamento com pintura
eletrostática na cor branca brilhante RAL 9003. O acabamento
nas juntas é feito com perfis de alumínio de cinco centímetros
de espessura, responsáveis pela marcação horizontal das fachadas.
Na vertical, as juntas secas (vidro-vidro) receberam vedação com
silicone neutro. Todos os vidros das fachadas são laminados refletivos
de oito milímetros de espessura. Na obra foram utilizadas cerca de 23 toneladas
de alumínio. Aspectos construtivos
O edifício é composto por dois conjuntos retangulares, em
ângulo de 90 graus. Essa solução evitou a exposição
total da fachada, o que ocorreria no desenho de um único retângulo.
O prédio possui duas frentes e quatro laterais, sendo duas posteriores
e duas frontais internas. Estas são as que, voltadas para o átrio,
são protegidas pela grelha. Executada pela SKR, a obra foi concluída
em 36 meses. O engenheiro e diretor da construtora, Sílvio Kozuchowicz,
explica que a disposição em L dos blocos possibilitou aumentar a
área de cada andar em até 60% na diagonal e permitiu que mais salas
se voltassem para o lado externo. O corpo do edifício está
estruturado em pilares. No térreo, onde são aparentes em alguns
pontos, eles foram revestidos com painéis de alumínio composto
na cor branca. A distribuição de cargas é feita, parcialmente,
através dos pilares redondos do térreo e dos demais, posicionados
nos vértices do edifício e no poço de elevadores, totalizando
11 elementos. A área construída de 12.818 metros quadrados se divide
em 14 pavimentos, três subsolos, térreo e cobertura. O primeiro
e o 14º andares, com pé-direito duplo, possuem mezanino e são
recuados da fachada, formando um terraço em que o guarda-corpo de vidro
foi produzido com o mesmo sistema de caixilharia da fachada e vidro de
segurança. Texto resumido a partir de reportagem
de Gilmara Gelinski Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 45 Abril de 2006 | | |
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| Nos andares há terraços,
que são elementos de transição entre a grelha e os pavimentos |
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Os vidros foram encaixados
nos perfis de alumínio com gaxetas de silicone, na face externa, e
de EPDM, no lado interno | | |
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A grelha é um anteparo
à incidência da luz solar, sem se interpor à visibilidade
a distância | | | |
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| Fornecedores
Perfis de alumínio: Hydro Alumínio; Vidros: Santa Marina; Revestimentos
cerâmicos: Porcellanato Portinari; Elevadores: ThyssenKrupp; Revestimento
de fachada: Fultec | |
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