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O projeto do trio paranaense Bráulio Carollo,
Luís Salvador Gnoato e Orlando Ribeiro, terceiro
colocado no concurso, tomou como um de seus pressupostos que
o centro judiciário seria a oportunidade para requalificar
a paisagem urbana da região, estigmatizada pela presença
da penitenciária. “Os altos muros de isolamento do
presídio criaram barreiras visuais que impediram o
desenvolvimento local”, diagnosticaram os arquitetos. Eles
criaram, por isso, uma arquitetura de caráter
despojado e com aberturas para todas as ruas. Os quatro
novos prédios que desenharam têm inspiração
na tipologia do edifício-lâmina, porém
sem as faces laterais cegas. A disposição de
três dessas edificações criaria um grande
átrio integrador do complexo. Para os autores,
o contraste entre a arquitetura eclética do pavilhão
histórico e a pele de vidro do edifício transversal
ao conjunto seria o principal elemento compositivo do novo
centro. Para o pavilhão do Ahú eles propuseram
várias intervenções internas, de modo
a permitir seu uso como espaço administrativo, mantendo
externamente o aspecto visual e o número de pavimentos
(dois). Recomendam também que uma pequena seção
do edifício mantenha a configuração atual
de presídio.
Os finalistas foram escolhidos pela seguinte comissão
julgadora: Luiz Forte Netto, Luiz Caron, Miguel Tomaz Pessoa
Filho, Edson Klotz, Myrtes Lacerda de Medeiros, Célia
Reback, Maurício Hideme Aguma, Clodoaldo Pinheiro Júnior,
João Suplicy Neto e Loris Carlos Guesse. A decisão
final sobre o vencedor coube, porém, ao governador
Roberto Requião e ao presidente do TJ, desembargador
Tadeu Marino Loyola Costa.
Texto resumido a partir de reportagem
publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 318 Agosto de 2006
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