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Implantada num bairro da zona oeste de São Paulo, esta casa, premiada na categoria de residências unifamiliares, foi desenhada por Márcio Kogan e equipe. O autor, que teve projetos destacados em todas as edições do Prêmio Asbea, deu ao lote irregular - cuja divisa posterior é curva - uma resposta ortogonal, com setorização em dois eixos.
Para dar lugar à residência, uma construção preexistente foi demolida. Foram aproveitados apenas a terraplenagem e o muro de arrimo (implantado no fundo), que criam um terreno plano, apesar de o perfil original ser um declive acentuado.
O projeto de Kogan respondeu à irregularidade do lote, cujo limite posterior é uma curva, de forma ortogonal. Essa organização é dada por dois eixos, originados do ângulo reto entre a rua e a divisa oeste. No norte-sul, formado da frente para o fundo do terreno, estão instalados os setores de serviços: garagem, cozinha, lavanderia e quartos de empregados. Na orientação oposta foram alocadas a área de estar (no térreo) e a zona íntima (no pavimento superior). De toda forma, essa disposição cria uma hierarquia entre os eixos: o primeiro é secundário, enquanto o outro é o principal.
Assim, a residência revela aspectos típicos de uma morada urbana (sala e serviços no piso inferior, dormitórios no pavimento de cima e o hall de entrada como organizador do espaço), ganhando graça no arranjo espacial desse programa. |