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“Trata-se de uma fábrica compacta”, explica o arquiteto, tomando como base o limite de cem funcionários para a qual foi concebida. Três setores principais integram o programa: escritórios, produção e montagem das peças, utilizadas como componentes para a injeção eletrônica de automóveis. Cada um deles deu origem a um volume distinto, estruturado por elementos pré-fabricados de concreto e com linguagem ortogonal. As dimensões gerais, notadamente a altura das edificações, geraram implantação diversificada, que, em conjunto com a paisagem natural e a topografia quase plana do lote, suaviza a linguagem racional do projeto.
Os setores de produção e montagem foram implantados no centro do terreno. O primeiro, com mais de 20 metros, é o de maior altura e está conectado ao segundo, que tem nove metros de pé-direito. Essas construções centrais articulam a localização dos escritórios, dos depósitos e do refeitório, respectivamente nos trechos frontal, lateral direito e posterior do lote, de forma que a setorização escalonada resultou em interessantes perspectivas da fábrica. “Tiramos o máximo partido dos elementos racionais de construção”, comenta Della Manna.
Assim, pelo escalonamento, as arestas dos volumes edificados ficaram visíveis, o que não só acentua suas diferentes dimensões, como favorece a compreensão da sutil variação de materiais neles aplicados. O bloco da produção destaca-se, então, pelos painéis metálicos horizontais que recobrem os pré-fabricados de concreto, utilizados como padrão de vedação no projeto.
A iluminação natural também foi privilegiada, com a criação do pátio interno aberto, na área de escritórios, e as aberturas laterais elevadas no setor de produção.
Texto resumido a partir de reportagem
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 322 Dezembro de 2006
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