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O projeto que deu ao Stúdio Bertoldi, de Curitiba, menção honrosa na categoria residências alia a linguagem racional à implantação orgânica. A casa está localizada no terreno de uma antiga pedreira e se desenvolve em volumes retilíneos, ora suspensos, ora semi-enterrados. Eles liberaram as visuais do entorno, optando pela setorização em meios níveis da cota térrea. O volume principal está apoiado sobre pilotis, de forma que a edificação funcione como requadro da paisagem. Elevado 1,75 metro do nível do passeio, esse bloco branco e ortogonal, que reúne as áreas de estar, cozinha e dormitórios, tem face norte, envidraçada, voltada para o interior do lote.
Sob ele, o pavimento semi-enterrado acomoda o programa ao suave declive transversal do terreno. Áreas fechadas, como os dormitórios de apoio e a escada contida em volume arredondado, são gradativamente sucedidas por ambientes abertos, como a garagem e o terraço da churrasqueira.
No detalhamento, o arquiteto Marcos Bertoldi adotou artifícios como escadas vazadas, espelhos d’água e superfícies revestidas com materiais naturais, de forma a enfatizar a volumetria esparsa e a implantação orgânica. A casa parece, em síntese, flutuar em meio à paisagem.
Texto resumido a partir de reportagem
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 322 Dezembro de 2006 |