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O salão foi implantado em um
edifício de três pavimentos, posicionado
longitudinalmente, na rua Oscar Freire, bairro dos Jardins,
em São Paulo. Com cerca de 7 m de frente por
30 m de profundidade, ele tinha espaços amplos
e contemporâneos, adequados à utilização.
A estrutura metálica branca, parte da
fachada frontal envidraçada, as escadas, as instalações
sanitárias e a lógica da iluminação
zenital dos poços localizados na parte posterior
da edificação foram preservadas. A análise
espacial do edifício e das exigências do
programa gerou uma ocupação linear,
evidente sobretudo no primeiro e no segundo pavimentos
por não haver divisórias entre ambientes.
Para agilizar a circulação vertical, foi
instalado um elevador, que ordenou o acesso ao
edifício, paralelamente à via pública.
O hall de entrada passou, então, a ser limitado
por uma marcante parede branca com cerca de 12
m de altura. Na fachada, o plano central de vidro recebeu
requadro de alumínio na cor branca e foi deslocado
até o alinhamento dos novos beirais, feitos de
brises horizontais.
Todo o sistema de instalações foi
embutido sob forro de placas removíveis; dali
é feita a iluminação direta dos
postos de trabalho. Já no corredor central, o
forro de gesso liso complementa a iluminação
desses ambientes de forma indireta. O paisagismo
criou interessante perspectiva ao aproveitar o poço
de iluminação zenital existente, criando
jardins verticais que terminam em um espelho d'água
ao lado da lanchonete, no térreo, o que torna
os ambientes bastante agradáveis.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicado originalmente em PROJETODESIGN
Edição 253 Março 2001
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