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Um grupo de jovens arquitetos de São Paulo venceu o concurso para a implantação do Teatro Municipal de Londrina, cidade do norte do Paraná. Inscrito na competição por Thiago Nieves, o trabalho ganhou a disputa com os outros 104 concorrentes (as inscrições passaram de 200). A divulgação do resultado ocorreu na segunda quinzena de março. Também é de São Paulo a proposta à qual o júri atribuiu o segundo lugar: seu autor é o arquiteto Jaime Marcondes Cupertino. De Brasília vieram os projetos que ficaram com a terceira e a quarta colocação, de autoria de Cláudio de Sá Ferreira e Paulo Henrique Paranhos, respectivamente. Carlos Alberto Maciel, que atua em Belo Horizonte, é o autor do trabalho que ocupou o quinto posto. Foram concedidas, ainda, menções honrosas aos projetos de José Wagner Garcia, de São Paulo; Andreoni da Silva Prudêncio, de Porto Alegre; e Leonardo Tossiaki Oba, de Curitiba. Por ter vencido a disputa, a equipe paulistana recebeu prêmio de 70 mil reais. Do segundo ao quinto lugares, a remuneração foi de 40 mil, 20 mil, 10 mil e 5 mil reais, respectivamente. Além da arquiteta Mirna Luíza Cortopassi Lobo, coordenadora, o júri foi composto pelos arquitetos brasileiros Fábio Penteado, Luiz Eduardo Índio da Costa e Miguel Pereira, além do argentino Justo Solsona. O teatro deve ser implantado em terreno de quase 20 mil metros quadrados, na superquadra do Condomínio Marco Zero.
No projeto da equipe vencedora - além de Nieves, Pablo Chakur, Fernanda Ferreira, Amauri Sakakibara e André Luque - estão presentes três salas de espetáculos, edifício didático/administrativo e um espaço que foi denominado bulevar cultural. Este, definido basicamente por uma grande cobertura, é o articulador dos outros integrantes do conjunto. O prédio didático/administrativo alinha-se à face norte do terreno e também pode ser acessado por uma praça que integrará o Condomínio Marco Zero. As duas salas de espetáculos, posicionadas nas divisas leste e oeste, estão voltadas para a frente do lote, com seus foyers dispostos sob a cobertura do bulevar cultural; a terceira, denominada Black Box, está integrada ao volume do bulevar. Este será implantado transversalmente no lote, de modo a transpor o desnível ali existente. Áreas locáveis distribuídas ao longo da calçada têm a intenção de proporcionar receita ao complexo. A proposta optou por manter a chaminé ali existente como marco sinalizador, envolvendo-a, porém, com um espelho d’água. A estratégia de ocupação, argumentam os autores, procurou valorizar todos os blocos, de modo que nenhuma de suas faces ficasse escondida.
Texto resumido a partir de reportagem
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 329 Julho de 2007
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