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Constel Arquitetura e Metro Arquitetos Associados
Hangar, Confins, MG |
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Vista externa do hangar 1. Sistema construtivo misto emprega pilares de concreto com fechamento e cobertura metálicos |
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| Técnica e estética se aliam em programa complexo |
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Posicionado na cabeceira da pista, o conjunto é composto por edifício administrativo, dois hangares com oficinas integradas e pátios para manobra e lavagem de aeronaves, além de construções de apoio.
Desde 2005, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves passa por intervenções que lhe permitirão absorver parte do movimento concentrado no pequeno Aeroporto da Pampulha, que fica próximo do centro da capital mineira. Dentre as transformações privadas feitas no terminal, situado em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte, a primeira a ser concluída foi a do Centro de Manutenção de Aeronaves da Gol, que atende os cerca de 40 aviões da empresa. Posicionado na cabeceira da pista, o conjunto é composto por edifício administrativo, dois hangares com oficinas integradas e pátios para manobra e lavagem de aeronaves, além de construções de apoio. Ele é o primeiro no país a reunir requisitos técnicos para permitir a execução de serviços de pintura de peças e aviões.
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O sistema de portas permite a liberação total do vão dos
dois hangares |
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A fachada lateral evidencia o fechamento em telhas metálicas zipadas e faixas de policarbonato |
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Segundo o arquiteto Gustavo Cedroni, do escritório Metro, o trabalho exigiu a compatibilização de 14 projetos complementares, priorizando o atendimento das rigorosas exigências para esse tipo de programa, tais como central de tratamento de efluentes, abrigo de descartes e depósito para inflamáveis. “Como havia muitos profissionais envolvidos, ficou acertado que, uma vez definido qualquer detalhe, não poderia mais haver alterações. Com isso tivemos apenas três revisões, e o prazo de 12 meses para projeto e obra pôde ser cumprido”, explica.
Os dois hangares empregam sistema construtivo misto, com pilares de concreto que suportam vigas treliçadas metálicas da cobertura, dispostas a cada dez metros. O hangar 1, planejado para abrigar três aeronaves em manutenção simultânea, tem 4,8 mil metros quadrados de área. A cobertura vence vão de 80 metros e a altura livre interna é de 23 metros. “Os pilares foram concretados já com as esperas das estruturas metálicas e a defasagem máxima admitida era de meio centímetro”, detalha Cedroni. No hangar 2, que soma 2 mil metros quadrados, o vão mede 40 metros e a altura livre interna, 18,6 metros.
Os diferentes usos dos galpões determinaram características particulares a cada um deles. O menor é o primeiro do país desenvolvido com a tecnologia necessária para permitir a realização de serviços de pintura de peças e aviões. “O processo é normalmente muito poluente e as empresas costumam terceirizá-lo, com execução fora do Brasil”, explica o arquiteto. Seguindo as exigências da legislação ambiental, o hangar 2 possui sistema climatizado complexo, dotado de exaustão mecânica que força a passagem do ar por câmaras de filtragem e cortinas de água que retêm e liquidificam as partículas de tinta, direcionando-as para descarte controlado. Já o galpão maior dispensa esses cuidados e utiliza sistema de ventilação permanente por convecção.
Devido às grandes dimensões e à ação dos ventos, as portas costumam ser o ponto crítico dos hangares, apresentando montagem e alinhamento complexos. Nesta obra, adotou-se um sistema de portas de correr feitas com estrutura treliçada de aço, em que cada folha é acionada por motor independente. No galpão menor, são dez folhas de quatro metros de largura e 16 de altura. No maior, as dez folhas têm oito metros de largura por 19 de altura, cada uma delas pesando cerca de oito toneladas. “Na faixa das portas, o piso de concreto precisou ser reforçado”, detalha Cedroni.
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| Detalhe do edifício administrativo, onde funcionam recepção de insumos, laboratório de calibração, escritórios, setor de treinamento e instalações de apoio, como vestiários e refeitório |
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| No pátio frontal, o piso de concreto estruturado tem sistema de drenagem e caimentos constantes de 0,5% para evitar o acúmulo de água |
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O hangar 1, com vão de 80 metros, comporta até três aeronaves em manutenção pesada simultânea |
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Os dois hangares apresentam piso de concreto especialmente projetado para suportar a carga das aeronaves e evitar acúmulo de água. As coberturas empregam chapas trapezoidais metálicas zipadas com tratamento acústico, mesmo material utilizado nos vedos laterais e no revestimento das portas.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 329 Julho de 2007 |
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| O hangar 2 possui vão de 40 metros e altura interna livre de 18,6 metros. Os dutos do sistema de climatização têm aproximadamente dois metros de diâmetro |
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Vania Coutinho formou-se em arquitetura pela FAU/Mackenzie em 1976 e desde 1982 atua na área de aeroportos. Sócia da Constel Engenharia a partir de 1997, em São Paulo, especializou-se em projetos de aeroportos.
Anna Ferrari (FAU/Mackenzie, 2001), Gustavo Cedroni (Faap, 2001) e Martin Corullon (FAU/USP, 1996) constituem o escritório Metro Arquitetos Associados, estabelecido em São Paulo desde 2002, atuando em diversas áreas. |
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* Industrialização da construção
* Transportes
publicados no Arcoweb |
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Fornecedores
Anobel (esquadrias de alumínio); Deca (louças sanitárias); Eucatex (divisórias); Docol (metais sanitários); Atlas Schindler (elevadores); J. A. Jowa-Aricanduva (granitos); Eliane (revestimentos cerâmicos); Flasan (piso vinílico); Gail Guarulhos (piso antiácido); Mod Line (piso elevado); Plurigoma (piso de borracha); Glassec, Intervidros, VG (vidros); Inovação (painel de ventilação permanente); Trox do Brasil (venezianas de alumínio); Hunter Douglas (forro); Degussa (piso dos hangares); Reunidas (portas de enrolar); Fibraço (grelhas para passagem de aviões); Geramix, Holcim (concreto); Gerdau Aços Longos (armação do piso); Imbras (impermeabilização); Diefra (controle tecnológico); Neocon (portas de laminado); Nutsteel (luminárias); SLG (instalações de automação); Trend, Philips (instalações elétricas)
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