SPBR Arquitetos
Residência, East Hampton, Nova York
Plantas, cortes e fachadas
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Ficha técnica deste projeto
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Reconfiguração da topografia e contraposição de volumes

A planta de cobertura evidencia os cuidados exigidos pelo rigoroso clima local. A fim de minimizar a incidência das baixas temperaturas, a residência projetada pelos arquitetos Angelo Bucci, João Paulo Meirelles de Faria, Juliana Braga e Ciro Miguel, do escritório SPBR, para o terreno no balneário de East Hampton, a cerca de 150 quilômetros de Nova York, terá rasgos na laje plana de concreto. O objetivo é efetivamente separar os ambientes internos dos externos.

Mas a segmentação pára por aí. A própria superfície de cobertura se desenvolve em plano único, assim como extensos panos de vidro fazem as vezes de divisas entre a área livre e a construída. Integração total com o entorno.

A casa deverá substituir uma edificação existente - aguarda-se a conclusão de processo local de tombamento para planejar a construção, de forma a reverter a lógica atual de residência ortogonal, feita com madeira e cobertura em águas.

No seu lugar deverá surgir um volume de concreto, com o térreo reproduzindo o partido estrutural, ou seja, a solução de pórtico metálico que vence vão da ordem de 40 metros. A intenção foi evitar a interferência de pilares nas áreas sociais integradas, nem tanto por questões visuais, mas principalmente em função do controle da temperatura interior. Quanto menos superfícies conectadas ao exterior, menor a perda potencial de calor interno.

 
 
 
 
 

A implantação desse pavimento se desenvolve linearmente, com acesso por uma das extremidades e ambientes seqüenciais abertos às visuais do amplo terreno. Os setores funcionais, portanto, tais como as instalações da cozinha, estão deslocados das fachadas.

Já o pavimento inferior tem volumetria diversificada, abrigando o programa íntimo da casa de veraneio. Suas fachadas laterais conformam ângulos oblíquos, com rígida distinção entre panos cegos e envidraçados. Cada setor tem geometria distinta, o que se reflete favoravelmente na arquitetura.

A contraposição da ortogonalidade do térreo com a diversidade do andar inferior cria interessante desenho, explicitado sobretudo pelas varandas que cercam as áreas sociais. Elas têm plantas que alternam formas triangulares e retangulares, destacando-se em meio à linearidade da cobertura de concreto.

O projeto prevê a remodelação parcial do terreno para abrigar o pavimento inferior. Na área destinada à suíte principal, por exemplo, existe atualmente um lago, que deverá ser aterrado. A cota do andar, então, será parcialmente encoberta por aterramento sinuoso, com rampas arredondadas simbolizando a nova topografia e interligando entre si os pavimentos da residência.

Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 336 Fevereiro de 2008

   
  Angelo Bucci
  João Paulos Meirelles
  Juliana Braga
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