A implantação desse pavimento se desenvolve linearmente, com acesso por uma das extremidades e ambientes seqüenciais abertos às visuais do amplo terreno. Os setores funcionais, portanto, tais como as instalações da cozinha, estão deslocados das fachadas.
Já o pavimento inferior tem volumetria diversificada, abrigando o programa íntimo da casa de veraneio. Suas fachadas laterais conformam ângulos oblíquos, com rígida distinção entre panos cegos e envidraçados. Cada setor tem geometria distinta, o que se reflete favoravelmente na arquitetura.
A contraposição da ortogonalidade do térreo com a diversidade do andar inferior cria interessante desenho, explicitado sobretudo pelas varandas que cercam as áreas sociais. Elas têm plantas que alternam formas triangulares e retangulares, destacando-se em meio à linearidade da cobertura de concreto.
O projeto prevê a remodelação parcial do terreno para abrigar o pavimento inferior. Na área destinada à suíte principal, por exemplo, existe atualmente um lago, que deverá ser aterrado. A cota do andar, então, será parcialmente encoberta por aterramento sinuoso, com rampas arredondadas simbolizando a nova topografia e interligando entre si os pavimentos da residência.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 336 Fevereiro de 2008 |