Com implantação prevista para a única extremidade livre do terreno, a nova edificação já fora mencionada pela equipe de Levi logo após a inauguração do teatro, tratando-se na época, contudo, de conjunto destinado a ateliês de artistas. O projeto atual de extensão, por sua vez, cria setores de ensino, biblioteca para diversas mídias, áreas para patrocinadores - fundamentais em tempos de orçamentos sempre dependentes do setor privado -, camarins, espaços de ensaio e bar conectado ao foyer principal, elevado.
Dada a exígua área disponível para a construção adicional, o programa deverá ser desmembrado em edifício de 12 pavimentos. Cada andar abrigará, portanto, poucas salas.
De qualquer forma, a conexão entre as edificações deverá privilegiar a visualização do painel de Di Cavalcanti. Seja pela nova marquise de mármore branco ou pela criação de terraços frontais a partir do quarto pavimento, onde termina a construção original, a volumetria do projeto enfatiza a horizontalidade da fachada ornamental.
O projeto aguarda a captação de verbas para ser edificado, processo que, por sua vez, depende dos rumos que tomará a revitalização da praça Roosevelt.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 336 Fevereiro de 2008 |