Bernardes + Jacobsen Arquitetura
Residência no Caribe
Plantas, cortes e fachadas
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Ficha técnica deste projeto
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Casa na ilha se desenvolve como um grande percurso

A residência de um norte-americano tem o signo da máxima ocupação. Assim é que se define, ao menos, o partido da casa projetada pelos arquitetos Paulo Jacobsen e Thiago Bernardes para o proprietário de uma ilha no Caribe. Nada menos que 200 metros de extensão abrem-se à esparsa setorização do programa, que mescla a morada principal a extensas áreas destinadas a felizardos hóspedes.

O projeto se encontra em fase preliminar de desenvolvimento, prevendo-se ainda cerca de dois anos para a conclusão dos desenhos e provável início da obra. Quando edificada, contudo, será a única construção da ilha (o que lá existe será demolido). Além, é claro, da série de edificações complementares contempladas pelo plano diretor. Entre elas, por exemplo, figuram casa de banho, cinema, sala de música, academia, casa de praia - o tamanho do lote, afinal, por vezes deve tornar mera lembrança a proximidade entre o mar e a residência principal -, além de área de relaxamento, heliponto, píer e spa.

Na fase inicial foram levados em conta aspectos como ventos fortes, sobretudo provenientes do leste, topografia demarcada por suave vale no ponto médio de uma das laterais da ilha e busca pelas melhores visuais - difícil de acreditar, mas ilhas próximas são um entrave ao livre desfrute do horizonte.

A casa se desenvolve na forma de um grande percurso, acompanhada por varanda lateral em toda a sua extensão, partido adequado à dimensão total do terreno. Os arquitetos adotaram a idéia de ambientes autônomos, separados por jardins e suas respectivas aberturas zenitais, que se apropriarão seqüencialmente da sombra gerada pela cobertura plana.

Assemelhando-se a cubos, dados a ortogonalidade e os fechamentos independentes em relação à cobertura contínua, tais ambientes se localizarão nas extremidades e na área central da implantação em forma aproximada de S. O setor central - área de inflexão do projeto e dedicado aos ambientes de estar social - é o ponto de encontro e de acesso à cota rebaixada do vale. Através de suas escadas laterais se fará o acesso a uma das bordas da ilha, junto ao mar.

 
 
 
 

Integra-se à edificação principal um volume autônomo, com idêntica linguagem arquitetônica, destinado ao spa. Trata-se também de ampla varanda, aberta em uma das laterais para a piscina de forma circular, destacando-se novamente a preocupação com os ventos dominantes. A piscina, assim, será vedada parcialmente por muro de pedras.

Apesar da escala e da magnitude, os arquitetos enfatizam como traço definidor do projeto a preocupação com a simplicidade construtiva. A estrutura de madeira faz com que, no final das contas, se trate de uma casa pré-fabricada e facilmente executável, atributo bem-vindo em região sujeita a fortes intempéries.


Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 336 Fevereiro de 2008

 
 
  Thiago Bernardes
  Paulo Jacobsen
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