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O projeto estabeleceu sistema de tratamento de esgoto e espaços tanto para separação do lixo reciclável como para a compostagem do lixo orgânico (posteriormente usado como adubo na horta e no pomar orgânicos), de modo que a simples presença do empreendimento não represente uma fonte de contaminação do ambiente. O paisagismo também segue os conceitos de sustentabilidade e adota espécies locais, entre elas bromélias e pés de abacaxi.
Térreos, os volumes estão elevados em relação ao solo e são parcialmente contornados por amplos deques de madeira que dão acesso à praia ou configuram varandas privativas para cada unidade. Com cerca de 400 metros quadrados, cobertura de taubilha e piso de placas de granilite com 40 x 40 centímetros, o bloco social é o maior de todos e concentra as áreas comuns do hotel, tais como restaurante e a ampla sala de estar. O fechamento de vidro, que assegura vista para o mar e para o verde, é uma das raras presenças industrializadas em um conjunto predominantemente artesanal. “Sem o vidro, esse prédio seria mais pesado e ficaria evidente em meio à paisagem”, observa Ana Catarina.
Separadas do mar por um breve percurso em declive, vencido por escada de madeira, as nove cabanas têm área de 130 metros quadrados cada uma e comportam duas pessoas, o que totaliza o máximo de 18 hóspedes simultaneamente. O próprio paisagismo é um recurso para isolá-las umas das outras, de modo a garantir total privacidade. O interior dos bangalôs é dividido em três áreas - uma com mesa e armário de costas para a cama, o quarto e o banheiro, complementado por deque externo privativo com chuveiro. Na ambientação, observam-se soluções como portas entalhadas artesanalmente ou lavatórios de desenho delicado e acabamento de cimento queimado, dispostos ao lado de objetos de designers brasileiros dos anos 1960/70, assim como peças contemporâneas assinadas por Cláudia Moreira Salles.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 337 Março de 2008
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