A transformação proposta pelo arquiteto foi de tal ordem, no entanto, que o proprietário acabou se identificando com a proposta e resolveu morar na casa. “Ele se apaixonou pelo projeto. A coragem dele de reformar completamente o imóvel é que possibilitou uma mudança do espaço”, reforça o arquiteto.
Sem aumentar a área construída, a modificação proposta por Vilela foi total. Do lado externo, foram retirados o telhado - por fora ficou a aparência de laje plana - e todos os ornamentos existentes. Internamente, a casa ganhou fluidez, uma vez que os espaços compartimentados foram abertos. Contudo, a organização do programa - um tanto incomum - foi mantida. Como o terreno é em declive, no piso superior (implantado meio nível acima da cota da rua) ficam a sala de estar e os dormitórios; no pavimento inferior, meio nível abaixo da via pública, ficam os setores de serviços, a garagem, a sala de jantar e a área de lazer.
Dos quatro dormitórios originais sobraram três, sendo que o principal foi ampliado e ganhou uma sala de banho. Uma grande varanda - tipicamente mineira - foi incorporada à sala de estar.
A posição da escada que interliga os dois andares não foi alterada. Contudo, todos os acabamentos desse antigo elemento foram trocados. “Havia um guarda-corpo de madeira horrível”, recorda Vilela.
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