As obras, iniciadas em março, vão transformar em praça pública uma área de 13.460 metros quadrados, situada às margens do rio Pinheiros e marcada pela densa concentração arbórea preexistente. No local já funcionaram o incinerador de Pinheiros (exclusivo para medicamentos) e uma cooperativa para a coleta seletiva de lixo. As soluções adotadas priorizam os aspectos da sustentabilidade. “Buscamos racionalidade de obra, redução de entulho e materiais certificados”, resume Adriana.
Daí a opção pelo deque com estrutura metálica e piso em madeira certificada legalizada ou em placas de concreto alveolar pré-fabricadas, soluções que evitam o contato da população com o solo contaminado e dispensam a remoção de terra de outro local. O aço reaparece na estrutura das novas construções, como a oficina infantil e o centro da terceira idade, ambos revestidos por placas cimentícias no exterior e, internamente, por painéis de gesso acartonado. Em alguns pontos, o deque de madeira ganha continuidade na forma de um guarda-corpo que evitará o acesso dos usuários às áreas de plantio.
Ao longo de um percurso de 600 metros, o visitante encontrará displays com informações sobre madeira certificada, reúso de água, placas solares, espécies vegetais para biocombustível e biomassa e outras questões relacionadas à sustentabilidade. Também estão previstas exposições temporárias, com curadoria do Masp, para artistas que desenvolvam trabalhos específicos sobre o tema. “Esse enfoque vai além do tratamento do terreno comprometido e explica a idéia que levou a criação do Museu Aberto da Sustentabilidade”, afirma a arquiteta.
A área contará ainda com iluminação feita por leds, palco coberto, arena para 250 pessoas e bancos de madeira garapa, ipê, tatajuba, sucupira ou itaúba, desenhados pelo escritório e dispostos à sombra das árvores.
Texto resumido a partir de reportagem
publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 339 Maio de 2008
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