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Escritórios, hotel e shopping convivem
no complexo.
Com 421 m de altura, o mais alto edifício
da China, o Jin Mao, localizado em Shangai, é
atualmente o terceiro maior do mundo. O projeto
foi desenvolvido pelo escritório norte-americano SOM,
de Chicago, que, em 1993, venceu concorrência internacional.
O megaprédio é composto por uma torre de 88 andares
apoiada num embasamento de seis pavimentos. Os primeiros
50 andares são destinados a escritórios; nos 38 restantes,
está instalado o Grand Hyatt Hotel. Na base da torre
localizam-se as áreas funcionais do hotel, centro de
conferências, auditório, cinemas, além de um shopping
center com área de 21 mil m2.
A expressão Jin Mao significa "muito
ouro". Seria natural, portanto, criar um projeto
cujo aspecto visual de impacto, combinado com a altura
vertiginosa, tornasse a construção uma referência arquitetônica
na cidade e provavelmente no mundo. Os autores afirmam
que o edifício sintetiza a alta tecnologia de edifícios
contemporâneos, associando-a à cultura chinesa. Sua
proposta de desenho, eles informam, inspira-se em elementos
da arquitetura chinesa tradicional, mais especificamente
nos pagodes, edificações que, além de torres funerárias,
são vistas como locais de encontro.
As referências à arquitetura vernácula
podem ser observadas nas suaves formas escalonadas que
dão dinamismo às fachadas da torre, ritmo que se intensifica
à medida que se aproxima o coroamento. Pródigo em números,
o Jin Mao tem, porém, um que lhe é particular: o 8.
Esse algarismo é considerado símbolo de sorte na cultura
chinesa e foi incorporado à plástica da construção em
diferentes situações. Não por acaso, o edifício tem
88 andares; e, na composição das fachadas, as referências
ao número 8 também se fazem presentes.
Assim como nas fachadas, o sistema
estrutural respeita o número 8. A esbelta proporção
da torre é de 8:1, da base até o pico da antena. A estrutura
é composta basicamente por um núcleo de forma octogonal
- cuja largura de parede a parede é de 27 metros -,
edificado em concreto, que atua em conjunto com
oito megacolunas de aço e concreto e outras oito colunas
(mais delgadas) apenas de aço. A resistência
às forças laterais (ventos e terremotos) é exercida
pela parede do core e pelas megacolunas unidas
por treliças metálicas e lajes.
O material adotado para o revestimento
da torre criou um acabamento metálico na torre. Esse
solução foi escolhida com a intenção de captar o
movimento do sol e, com isso, alternar a percepção
do edifício ao longo do dia. À noite, a iluminação do
corpo da torre e de seu topo faz com que o conjunto
se assemelhe a um farol no skyline da cidade.
Na concorrência vencida pelo SOM, um
dos requisitos era que o ganhador se associasse a profissionais
chineses para desenvolver o projeto. Foram parceiros
da empresa americana na empreitada o Shangai Institute
of Architectural Design and Research, na fase de desenho;
e o East China Architectural Design and Research Institute
(Ecadi) durante a construção.
(Edição
243 - maio 2000)
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