Bosquê Projetos e Consultoria
Edifício para cultura e lazer, Campinas, SP
- Detalhes
- 18 de Junho de 2012.
A terceira maior cidade do estado de São Paulo, com mais de 1 milhão de habitantes (dados do Censo 2010 do IBGE), Campinas não possui uma unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc) à altura de sua relevância econômica e vitalidade cultural.
Localizado no bairro Bonfim, o conjunto que foi inaugurado na década de 1960 já não comportava o público que o procurava em busca de atividades de lazer, cultura e esporte lá oferecidos. A demanda cresceu ainda mais depois da abertura da nova rodoviária local, pois o acesso à região tornou-se mais fácil.
Passo adiante foi dado na direção de aumentar a capacidade de atendimento com a inauguração, no segundo semestre do ano passado, da ampliação da unidade, efetivada com a incorporação de dois imóveis próximos - embora já se soubesse que a expansão não seria suficiente para suprir a demanda.
Os edifícios integrados à unidade existente eram originalmente galpões industriais, situados na mesma rua do conjunto anterior, mas do outro lado.
Após um período em que foram utilizados tal como se encontravam, receberam, a partir de intervenção idealizada pela arquiteta Selma Bosquê, condições espaciais e técnicas para receber apresentações variadas, desde grandes espetáculos até exposições de objetos de maior porte (no galpão de pé-direito mais alto), e espaços e equipamentos de exercícios e condicionamento físico (no volume de menor altura).
No caso do galpão mais alto - onde se destacam a bela estrutura curva na cobertura que vence um vão considerável e o interessante desenho externo -, Selma aproveitou a construção lateral à esquerda (que ganhou um segundo pavimento na parte mais ao fundo) para acomodar a maior parte dos ambientes de apoio, além de algumas áreas para a administração e salas para cursos.
O pé-direito considerável foi mantido (para dar maior flexibilidade à ocupação do espaço). No teto, penduradas à estrutura da cobertura, placas melhoram a acústica do local, possibilitando, por exemplo, a realização de apresentações musicais.
No edifício mais baixo, a vedação externa passou a ser transparente em sua maior parte, permitindo que os frequentadores observem o exterior. A área de união entre os dois galpões foi ampliada para acomodar outros itens do programa.
Na parte externa do conjunto, uma praça ajardinada coberta funciona como elemento de articulação entre os dois edifícios e pode ser usada como local de contemplação e para caminhadas.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 385 Março de 2012

