CONCURSO DE ARQUITETURA DO SESC GUARULHOS

Os dez melhores projetos

A primeira vez
O Sesc/SP, reconhecidamente um dos melhores clientes de arquitetura do país, nunca havia realizado concurso para escolher o projeto de uma de suas unidades. Essa prática foi rompida no Sesc Guarulhos, numa competição seletiva e cuidadosa: o julgamento demorou mais de um mês.

“Decidimos por um processo que permitisse a participação de um maior número de arquitetos.” A justificativa é de Danilo Santos de Miranda, diretor do departamento regional de São Paulo do Serviço Social do Comércio (Sesc/SP). Ele é o homem forte por trás da programação e da concepção das unidades. Miranda conta que o Sesc já realizou processos na modalidade convite, referindo-se, principalmente, ao prédio do Belenzinho. Mas o primeiro concurso aberto foi motivado pelo “interesse do público pelos modelos adotados no Sesc para a concepção e a construção de equipamentos”.

Os concursos públicos não são, para o arquiteto, apenas a oportunidade de abocanhar novos contratos: é uma ocasião para a reflexão arquitetônica, um estímulo ao debate. Para o cliente, funcionam como uma concorrência que permite valorizar a criatividade, identificar a proposta que melhor concilie necessidades e expectativas, e ainda um meio de buscar a qualificação arquitetônica que agrega valor ao empreendimento e aos espaços urbanos.

Mas como nem tudo é perfeito, os concursos são mais caros e mais demorados que uma contratação convencional. Não raro, no Brasil, provocam polêmicas e debates incendiados. Quase sempre as controvérsias nascem de editais com pontos obscuros, do esperneio de concorrentes preteridos ou da premiação de um trabalho que não corresponde exatamente aos quesitos pedidos na ata pública. O somatório desses problemas dá um resultado amargo: são incontáveis os concursos em que os projetos vencedores não saem do papel. Esse ganha-mas-não-leva desestimula profissionais qualificados a investir tempo, trabalho e dinheiro nos certames. Essa rotina se altera quando o promotor do concurso tem credibilidade - caso do Sesc, reconhecidamente um dos maiores e melhores clientes de arquitetura do Brasil. Lina Bo Bardi (Sesc Pompéia), Jerônimo Bonilha (Vila Mariana), Ícaro de Castro Mello (Anchieta e Itaquera) e Miguel Juliano (Pinheiros e Santana) são alguns dos autores no portfólio da entidade. No centro de São Paulo, está em construção a unidade 24 de Maio, de Paulo Mendes da Rocha e MMBB.

Criado em 1946, o Sesc é mantido por empresários do comércio de bens e serviços e está presente nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Em suas 397 unidades são oferecidos diferentes serviços de saúde, educação, lazer, cultura e assistência a cerca de 5 milhões de comerciários e seus familiares. Sem contar populações de periferias urbanas assistidas pela entidade por meio de parcerias firmadas com os setores público e privado. Muitas vezes, o Sesc é o único meio de acesso a serviços de bem-estar social. Somente no estado de São Paulo são 32 unidades em funcionamento e seis em obras, além de Sorocaba e Jundiaí. Em 2010, devem ser iniciadas as obras da unidade na avenida Paulista, também na capital.

O concurso
Em janeiro de 2009, o Sesc São Paulo divulgou nos jornais de maior circulação do país a abertura de um concurso público de arquitetura para a unidade de Guarulhos, município da Grande São Paulo, o segundo mais populoso do estado. “A arquitetura permite ao Sesc/SP constituir espaços fundamentais na ação sociocultural que desenvolve. Mesclando orientações acumuladas ao longo de muitos anos, temos conseguido aprimorar a hospitalidade dos centros de cultura e lazer e atualizar nosso compromisso educativo, voltado à transformação coletiva. Seguindo o princípio de edificar lugares específicos para o lazer do público, acabamos dando maior visibilidade à importância espacial e simbólica da arquitetura”, conta Miranda.

O concurso despertou interesse. Mas para alguns a consulta à página do Sesc na internet, onde constavam as informações acerca da documentação necessária, prazo de entrega e exigências, foi um banho de água fria. Não bastava ser formado e ter registro no Crea. A participação era restrita a pessoas jurídicas que pudessem comprovar acervo técnico de no mínimo 7 mil metros quadrados de prédios de uso público já construídos, como edifícios comerciais ou shopping centers. Também eram exigidas a atuação no gerenciamento ou coordenação de projetos complementares que comprovadamente somassem 5 mil metros quadrados e a experiência de mil metros quadrados em projetos de interiores.

“Queríamos que o vencedor tivesse experiência em projetar, construir e gerenciar obras de grande complexidade, considerando as necessidades de manutenção em uso. Atualmente, em média 300 mil pessoas circulam por semana nas unidades do Sesc em São Paulo e isso exige edificações feitas para durar muitos anos”, explica José Sérgio Battistelli, coordenador da assessoria técnica de planejamento do Sesc/SP e presidente da comissão especial de licitação para o concurso do Sesc Guarulhos. “A fase de licitação não teve grandes exigências de documentos. Foram pedidos apenas o contrato social das empresas ou consórcios concorrentes e os respectivos CNPJs. Somente o vencedor deveria comprovar estar em dia com todas as obrigações legais e tributárias”, detalha Maria Odete Ferreira de Salles, integrante da assessoria técnica de planejamento e da comissão julgadora.

O júri do concurso foi composto ainda pelos arquitetos Edson Elito e Gianfranco Vannucchi e por seis funcionários do Sesc/SP: Ivan Paulo Giannini (superintendente de comunicação social), Joel N. Padula (superintendente técnico social), Hosep Tchalian (gerente de patrimônio e serviços), José Menezes Neto (gerente de recursos humanos), Amílcar João Gay Filho (gerente de serviços de engenharia) e Ana Maria Cardachevski (assessora técnica de planejamento).

Foram 38 inscrições e 26 trabalhos entregues entre 13 e 17 de abril, a primeira semana após os feriados de Páscoa. “É um número muito bom de participantes. Em concursos do IAB às vezes não tem nem metade disso”, compara Elito. Os concorrentes entregaram dois envelopes, identificados externamente apenas pelo número gerado pelo sistema de inscrição on-line. O primeiro continha o estudo preliminar da proposta arquitetônica, com duas vias de desenhos das plantas baixas, elevações, cortes, perspectivas, detalhes técnicos e memoriais, sem nenhuma identificação dos autores. A proposta devia ser apresentada horizontalmente em no máximo cinco pranchas de formato A1 (841 x 594 milímetros). O segundo envelope continha a documentação de habilitação jurídica, qualificação técnica e econômico-financeira. Só dois concorrentes enviaram o material pelo correio; os demais entregaram os projetos diretamente na sede administrativa do Sesc/SP, no bairro do Belenzinho.

O programa era bastante extenso: áreas de convivência, clínica odontológica, restaurante social, café, duas quadras poliesportivas externas, uma cancha de areia, duas salas multiuso, uma sala para ginástica multifuncional, três oficinas culturais, quatro salas para atividades físicas, uma sala de tecnologia e internet, um ginásio com duas quadras, depósitos, arquibancadas, sanitários e vestiários, teatro, biblioteca, área infantil interna, centro de formação musical elementar, conjunto aquático descoberto, piscina semiolímpica coberta, núcleo gerencial, setor de apoio operacional, área de estar para funcionários, setor de programação, central de atendimento, centro de educação ambiental e estação de tratamento de esgoto, além de outras instalações de apoio. O termo de referência descreve com detalhes as características que devem apresentar cada um desses itens do programa, indicando áreas, capacidades e apontando recomendações de projeto.

O julgamento
O processo de avaliação também foi um pouco diferente da maioria dos concursos: o julgamento durou mais de um mês. O primeiro passo foi a conferência dos envelopes da proposta arquitetônica para averiguar se o material entregue estava em acordo com o solicitado. A etapa seguinte foi a verificação das metragens de cada proposta, tarefa que coube à assessoria de engenharia do Sesc/SP. A partir de 29 de abril a comissão julgadora passou a se reunir a portas fechadas em média três vezes por semana, por cerca de sete horas a cada sessão, para analisar individualmente cada um dos 26 projetos e todos os seus detalhes. A avaliação levou em conta seis aspectos fundamentais: implantação e relação da edificação com o espaço urbano; acessibilidade; atendimento ao termo de referência anexo ao edital; funcionalidade e autonomia das atividades; atendimento à legislação vigente, incluindo as normas técnicas; e o caráter arquitetônico e institucional. Resumida assim, a análise fica parecida com um simples check list, mas o julgamento das propostas é uma tarefa complexa e delicada, sempre sujeita a interpretações subjetivas. “Tínhamos um mês para julgar. Nesse tempo foram muitas idas e vindas até chegarmos ao vencedor, que foi escolhido por consenso. Foi uma construção coletiva chegar ao resultado final”, afirma Battistelli.

“Minha vida é o IAB, então posso dizer que houve uma diferenciação importante nesse concurso: o grau de consciência do cliente. O Sesc/SP tem 32 unidades que funcionam a todo vapor sete dias por semana. Tem o know-how, tem o feedback e sabe onde quer chegar. A equipe de engenharia do Sesc teve muito tempo para fazer o edital e a verba de construção está assegurada. Não tinha como dar errado”, avalia Elito.

Aberto ao público
Segundo Battistelli, uma característica fundamental no projeto de qualquer unidade do Sesc é ser capaz de provocar o usuário a entrar e a conhecer as atividades e os serviços oferecidos, consideração que estava muito bem entranhada na cabeça dos integrantes do júri. “O Sesc recebe pessoas de todas as classes sociais e a arquitetura tem que ser acolhedora, não pode ser majestosa nem um elemento de intimidação para as pessoas mais simples”, afirma Odete. Ana Maria destaca que o Sesc tem a preocupação de oferecer ao usuário a possibilidade de adentrar a unidade e, sem nenhuma barreira, visualizar e sentir todas as atividades oferecidas. Elito ressalta que esse é o conceito fundamental das instalações e o resultado reflete exatamente isso. “O concurso não premiou simplesmente um objeto formal, uma bela maquete eletrônica ou um volume de grande expressividade e pouca funcionalidade, como às vezes vemos acontecer por aí. O vencedor ganhou por méritos intrínsecos ao que ele projetou”, afirma o arquiteto. Odete concorda. “Alguns projetos eram visualmente muito impactantes, mas o vencedor foi aquele que melhor respondeu às nossas necessidades e melhor conciliou forma e função”, ela explica. “A proposta escolhida foi a que melhor atendeu a todos os requisitos, e acredito ter sido uma escolha feliz, dada a competência nela configurada”, completa Miranda.

Dentre os concorrentes, nenhuma proposta chegou a ser desclassificada. “Os participantes apresentaram trabalhos de alto nível, sem exceção. Todos os projetos, com alguns ajustes e alterações, poderiam se tornar unidades do Sesc”, afirma Elito, ao comentar a qualidade dos trabalhos inscritos.

Em 10 de junho foram divulgados os números de inscrição das dez propostas classificadas, coincidentemente todas de escritórios ou consórcios paulistanos. Foram abertos apenas os envelopes de identificação das cinco primeiras, que foram apontadas como vencedoras e fizeram jus a prêmios em dinheiro nos valores de, respectivamente, 35 mil, 25 mil, 20 mil, 15 mil e 10 mil reais, dos quais foram descontados 30% a título de Imposto de Renda.

“Como decidimos fazer uma exposição dos trabalhos, anunciamos essa intenção em nosso site, convidando os autores dos demais trabalhos a participar. Recebemos nove retornos com a autorização para exibir os projetos”, explica Odete. A resposta positiva foi dada pelos classificados entre o sexto e o décimo lugares e também por outros quatro concorrentes. A mostra com os 14 projetos ficou em cartaz no Sesc Belenzinho até 4 de setembro.

Projeto vencedor
O projeto arquitetônico que conquistou o primeiro lugar foi desenvolvido por Luiz Renato Dal Pian e Lilian Dal Pian, titulares do escritório Dal Pian Arquitetos. Segundo a ata do júri, “(...) constituído por meio de um eixo central, o edifício propõe uma área de convivência no mesmo nível do acesso principal de pedestres, o que o torna convidativo e acolhedor, permitindo clara identificação dos espaços e funções no seu interior. Na área de convivência, o sistema de rampas articula as atividades e integra os fluxos, funcionando como um belvedere que favorece a autonomia nas escolhas do público. A proposta atende aos princípios de lazer, cultura e desenvolvimento indicados no termo de referência (...)”.

O prazo previsto para a elaboração do projeto executivo fica entre 18 e 24 meses. O contrato, no valor de R$ 1.319.831, foi assinado em 27 de julho e abrange também projeto de ambientação, maquete eletrônica, gerenciamento dos projetos complementares e acompanhamento técnico da obra. A estimativa de custo para a construção gira entre 40 e 50 milhões de reais e a intenção é que o Sesc Guarulhos venha a ser inaugurado em 2014.

Em decorrência desse prazo, são previstas algumas modificações no projeto ao longo do processo, explica Odete. “Um ano antes de finalizar a obra, o Sesc vai fazer uma revisão de tudo porque as demandas podem mudar. Por exemplo, hoje prevemos uma máquina de sorvete com determinada capacidade, mas até lá talvez ela seja inferior à necessidade. Então o Sesc faz essas revisões e todas as alterações que forem necessárias”, ela detalha.

Conforme estabelecido em edital, o projeto vencedor reúne características das construções sustentáveis, como sistema de aquecimento solar para água, sistema de captação e retenção de águas pluviais, retenção das cargas térmicas, ventilação natural, estação de tratamento de esgoto e recursos para o consumo racional de água e energia elétrica, preocupação com o descarte de materiais, entre outros itens. “É uma obra que pode pleitear certificação pelo Leed ou pelo Acqua”, destaca Odete.

A unidade de Guarulhos será construída em um terreno em aclive com pouco mais de 22 mil metros quadrados localizado no bairro de São Roque, vizinho de um parque urbano bastante arborizado, mas não muito bem conservado. A intenção é que o projeto contribua para a requalificação da área. Um campo de futebol da comunidade, que hoje ocupa o platô superior do terreno do Sesc, será transferido para o parque, abrindo espaço para a implantação de 15 mil metros quadrados de área construída, conforme estabelecido no termo de referência do edital.

A abordagem de Dal Pian respeita a área verde existente e busca reduzir o manejo de árvores, a maioria eucaliptos. O projeto é caracterizado pelo longo eixo central que estabelece a ligação visual com o parque, nos fundos, e ao mesmo tempo configura uma praça que funciona como área de convivência e oferece leitura clara do conjunto. O edifício principal desenvolve-se em térreo e mais dois pavimentos interligados por passarelas e rampas que não só articulam as atividades, como também integram os espaços, tornando-os convidativos. No total são seis volumes unificados pela cobertura de estrutura metálica, fechamento de vidro e um sobreteto de brises reguláveis automaticamente, planejado para garantir conforto térmico na área interna.

O acesso funciona como continuidade dos espaços públicos, de forma a não intimidar a entrada das pessoas. Apesar da topografia irregular, foram previstas poucas intervenções no terreno, a principal delas um corte para a inserção do ginásio esportivo de pé-direito duplo. Os fechamentos exploram a transparência do vidro a fim de garantir vista para o parque. O teatro, de múltiplo uso e com 350 lugares, ocupa a lateral esquerda de quem olha o conjunto de frente. Sua face frontal é opaca, dando o contraponto à transparência do volume principal.

“Decidimos participar do concurso porque o tema é instigante e o cliente, preocupado com a qualidade ambiental. Somos usuários do Sesc e já sabíamos disso”, afirma Renato Dal Pian. “Antes de mais nada fomos visitar outras unidades do Sesc que ainda não conhecíamos”, destaca Lilian.

O projeto para o concurso foi desenvolvido paralelamente a outros trabalhos do escritório e envolveu uma equipe de seis pessoas. “Trabalhamos entre 30 e 40 dias, inclusive após o expediente normal e nos finais de semana, até chegar ao resultado final. Para preparar o material de apresentação, perdemos o feriadão da Semana Santa, mas valeu a pena”, brinca Renato.

O mesmo partido
O segundo classificado foi o arquiteto Mario Biselli, que divide a titularidade do Gabinete de Projetação Arquitetônica com Artur Katchborian. A proposta segue a mesma lógica do eixo central presente no projeto de Dal Pian. A principal diferença é que o volume do teatro está à direita do acesso. “Estávamos insistindo numa solução que não dava certo. Demoramos um tempo para encontrar o partido do projeto, mas a partir do momento que ficou claro que deveria haver esse eixo de ligação com o parque, desenvolvemos a proposta em oito dias”, explica.

Outra diferença é que a equipe folgou no feriadão, inclusive Biselli, que aproveitou para ir a Campos do Jordão com a família. “Eu tenho cinco filhos, não dá para escapar de viajar nos feriados. Além disso, teríamos que remunerar quem trabalhasse na Páscoa. É caro manter pessoal trabalhando em concursos, por isso o projeto tem que ficar pronto rapidamente”, explica Biselli, que já venceu diversos certames.

De acordo com a ata do júri, o projeto de Biselli resultava em presença marcante na paisagem e favorecia a integração das atividades. A ressalva ficou para a escadaria que vence o desnível de quatro metros entre o acesso principal e a praça de convivência, configurando um obstáculo à fruição do todo. “Não ganhamos, mas fizemos um bom projeto. Todo concurso é uma escola e temos que ter a humildade de aprender com os que ganharam”, conforma-se.

Texto de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 355 Setembro de 2009
A proposta atende às necessidades do Sesc e aos aspectos institucionais requeridos…
…como as atividades articuladas entre si e os fluxos bem integrados
Mario Biselli, 2° lugar
O projeto garante a clara identificação dos espaços e o conjunto tem presença marcante na paisagem
Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz, 3° lugar. A grande praça externa promove a transição entre o espaço público e o privado
Libeskindllovet, 4° lugar. O eixo central que articula os acessos também promove a integração das atividades internas e externas
Ricoy Torres, 5° lugar. O átrio linear e coberto é o responsável pela articulação de todas as atividades da unidade
MMBB, 6° lugar. A compactação do programa em três volumes básicos torna o conjunto marcante em relação ao entorno
Idom Consultoria + André Lobo Arquitetura, 7° lugar. O manejo da vegetação existente e soluções horizontalizadas estão previstos no projeto
Andrade Morettin, 8° lugar. O volume prismático paralelo à rua organiza a implantação da unidade, definindo com clareza a entrada principal
Batagliesi & Associados, 9° lugar. A implantação e a organização dos espaços atendem ao termo de referência e são bem estruturadas
Núcleo de Arquitetura + GrupoSP, 10° lugar. Um sistema de passarelas organiza os espaços e tenta reproduzir a malha urbana em menor escala