Dal Pian Arquitetos
Museu do Saneamento, São Paulo
- Detalhes
- 23 de Março de 2009. Visitas: 30.026
Fichas técnicas
Plantas, cortes e fachadas
Caixas de aço guardarão a história do saneamento
Projeto desenvolvido para a Fundação Energia e Saneamento de São Paulo, o Museu do Saneamento ocupará um terreno da Sabesp (companhia paulista do setor) na avenida do Estado, onde estão antigas instalações da estação elevatória da Ponte Pequena, situada nas proximidades do rio Tietê, entre o centro e a zona norte da capital. Hoje a área concentra a casa de bombas, que será restaurada, e vários anexos, implantados de modo que a visão para o edifício principal ficou obstruída. Esses blocos secundários serão demolidos para dar lugar a um novo prédio, interligado ao primeiro. Ambos partilharão o acervo sobre os sistemas de tratamento de água e esgoto em São Paulo. Segundo os autores da proposta, Lilian e Renato Dal Pian (formados em 1981 pela pela FAU/PUC-Campinas e FAU/USP, respectivamente), o novo museu, aberto para a via pública e marcado por jardins e espelho d’água, deve alavancar a requalificação do entorno e integrar o circuito atualmente formado pela Pinacoteca do Estado, Sala São Paulo, Museu da Língua Portuguesa e Mosteiro do Carmo.
Construída no final do século 19 e desativada no início dos anos 1980, a casa de bombas está em processo de tombamento pelo Condephaat (órgão estadual de preservação do patrimônio) e, após o restauro, voltará a exibir suas características originais. Entre as intervenções previstas estão o resgate das fachadas de tijolos aparentes que, em algum momento, foram recobertas por argamassa e tinta; a remoção da laje do mezanino, acrescida posteriormente; e a recuperação de elementos danificados, tais como caixilharia, lanternim e até mesmo as cores originais das áreas internas. “Durante o trabalho de prospecção cromática foram descobertas 14 camadas de tinta e até afrescos”, revela Lilian. Outro ponto de interesse da edificação é a cobertura com estrutura metálica aparente, formada por peças delgadas, todas unidas por encaixes, sem a necessidade de soldas.
O novo edifício abrigará o acervo multimídia. A construção será distribuída em três níveis e fragmentada em duas caixas de aço corten suspensas, unidas por uma ponte atirantada com 24 metros de extensão. No centro, a circulação receberá fechamento de vidro, mesmo material escolhido para vedar o nível térreo. Com implantação perpendicular à via de acesso, o prédio avançará sobre o espelho d’água e concentrará, no nível da rua, deque com bar, café, recepção e biblioteca; o pavimento superior terá duas salas expositivas. A caixa de aço posterior será opaca e a frontal, perfurada, deixará vazar luz durante à noite, recurso que busca criar uma interface entre o museu e a cidade. O subsolo, sete metros abaixo do térreo, será ocupado por auditório e área de exposições.
Esse prédio estará conectado, pela lateral esquerda, ao anexo administrativo e, pela direita, à casa de bombas, onde estará exposto o acervo histórico do museu, incluindo o quadro elétrico original e um percurso restrito a profissionais, com acesso às galerias subterrâneas.
A conexão entre o prédio novo e o antigo possibilitará o manejo de caixilhos e a recuperação da fachada principal. Dois caixilhos laterais serão removidos e em seu lugar será aberta a sala de transição. Esses elementos serão reinstalados na face frontal, nos dois pontos em que os vãos originais foram vedados por alvenaria. As aberturas darão vista para os jardins, que serão mais que duplicados. “Hoje são cerca de 3 mil metros quadrados de área verde; depois de concluído, o conjunto terá 7 mil metros quadrados de jardins”, detalha Renato.
O projeto básico da intervenção já está pronto e o projeto executivo deve ter início nos primeiros meses de 2009. As obras têm valor estimado em 15 milhões de reais.
Construída no final do século 19 e desativada no início dos anos 1980, a casa de bombas está em processo de tombamento pelo Condephaat (órgão estadual de preservação do patrimônio) e, após o restauro, voltará a exibir suas características originais. Entre as intervenções previstas estão o resgate das fachadas de tijolos aparentes que, em algum momento, foram recobertas por argamassa e tinta; a remoção da laje do mezanino, acrescida posteriormente; e a recuperação de elementos danificados, tais como caixilharia, lanternim e até mesmo as cores originais das áreas internas. “Durante o trabalho de prospecção cromática foram descobertas 14 camadas de tinta e até afrescos”, revela Lilian. Outro ponto de interesse da edificação é a cobertura com estrutura metálica aparente, formada por peças delgadas, todas unidas por encaixes, sem a necessidade de soldas.
O novo edifício abrigará o acervo multimídia. A construção será distribuída em três níveis e fragmentada em duas caixas de aço corten suspensas, unidas por uma ponte atirantada com 24 metros de extensão. No centro, a circulação receberá fechamento de vidro, mesmo material escolhido para vedar o nível térreo. Com implantação perpendicular à via de acesso, o prédio avançará sobre o espelho d’água e concentrará, no nível da rua, deque com bar, café, recepção e biblioteca; o pavimento superior terá duas salas expositivas. A caixa de aço posterior será opaca e a frontal, perfurada, deixará vazar luz durante à noite, recurso que busca criar uma interface entre o museu e a cidade. O subsolo, sete metros abaixo do térreo, será ocupado por auditório e área de exposições.
Esse prédio estará conectado, pela lateral esquerda, ao anexo administrativo e, pela direita, à casa de bombas, onde estará exposto o acervo histórico do museu, incluindo o quadro elétrico original e um percurso restrito a profissionais, com acesso às galerias subterrâneas.
A conexão entre o prédio novo e o antigo possibilitará o manejo de caixilhos e a recuperação da fachada principal. Dois caixilhos laterais serão removidos e em seu lugar será aberta a sala de transição. Esses elementos serão reinstalados na face frontal, nos dois pontos em que os vãos originais foram vedados por alvenaria. As aberturas darão vista para os jardins, que serão mais que duplicados. “Hoje são cerca de 3 mil metros quadrados de área verde; depois de concluído, o conjunto terá 7 mil metros quadrados de jardins”, detalha Renato.
O projeto básico da intervenção já está pronto e o projeto executivo deve ter início nos primeiros meses de 2009. As obras têm valor estimado em 15 milhões de reais.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 348 Fevereiro de 2009
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 348 Fevereiro de 2009
Renato Dal Pian
Lilian Dal Pian



Elevação sudeste
Elevação sudoeste



