Décio Tozzi
Edifício Spazio 2222, São Paulo
- Detalhes
- 01 de Março de 2000. Visitas: 25.431
Uma vila vertical
Projeto evita a falsa suntuosidade de fachada, inspira-se no modo de vida das antigas vilas paulistana e cria praça interna para acesso e convívio dos moradores.
O edifício Spazio 2222, projetado pelo arquiteto Décio Tozzi e localizado no Sumaré, São Paulo, não combina, externamente, com os parâmetros utilizados pelo mercado imobiliário como apelos de venda. Despojado, não tem, por exemplo, pórticos rebuscados, não oferece área de terraço e, na sua principal fachada, não há variedade de volumes. Tozzi desenvolveu um conjunto quase introspectivo, mas com uma proposta interior original e criativa.
A praça interna, que é, ao mesmo tempo, acesso e convívio, humaniza o espaço e, complementada pelas unidades, propõe uma alternativa para habitações coletivas verticais.
Quando foi convidado para projetar o Spazio 2222, Tozzi repassou reflexões a respeito do significado da arquitetura e da prática vigente no marketing imobiliário. Em sua opinião, um dos valores da arquitetura é induzir à felicidade do habitante em seu abrigo, em sua casa. Mas, se vender é necessário, esta proposta não deve estar subordinada aos cacoetes que o mercado foi criando com o tempo (ou ao "malho de vendas", segundo diz) e que podem iludir os consumidores com falsa projeção de status. Levando isso em conta, sua condição para aceitar o trabalho foi a de que pudesse criar algo fora do convencional no segmento. Assim, Tozzi foi buscar as raízes de seu projeto nas vilas paulistanas construídas à época da industrialização da cidade anos 20, 30 e 40. Nasceu assim a praça interna, lugar da convivência possível numa cidade tão desprovida de verdadeiras praças.
A praça interna, que é, ao mesmo tempo, acesso e convívio, humaniza o espaço e, complementada pelas unidades, propõe uma alternativa para habitações coletivas verticais.
Quando foi convidado para projetar o Spazio 2222, Tozzi repassou reflexões a respeito do significado da arquitetura e da prática vigente no marketing imobiliário. Em sua opinião, um dos valores da arquitetura é induzir à felicidade do habitante em seu abrigo, em sua casa. Mas, se vender é necessário, esta proposta não deve estar subordinada aos cacoetes que o mercado foi criando com o tempo (ou ao "malho de vendas", segundo diz) e que podem iludir os consumidores com falsa projeção de status. Levando isso em conta, sua condição para aceitar o trabalho foi a de que pudesse criar algo fora do convencional no segmento. Assim, Tozzi foi buscar as raízes de seu projeto nas vilas paulistanas construídas à época da industrialização da cidade anos 20, 30 e 40. Nasceu assim a praça interna, lugar da convivência possível numa cidade tão desprovida de verdadeiras praças.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 241 Março de 2000
Edição 241 Março de 2000
Painel de Cláudio Tozzi:
elemento de integração da praça interna
elemento de integração da praça interna
Cobertura com vidro transparente na área da praça/pátio


