M2P Arquitetura & Engenharia
Laboratório, Ananindeua, PA
- Detalhes
- 09 de Novembro de 2011. Visitas: 8.577
Segunda cidade mais populosa do Pará - atrás apenas da capital -, Ananindeua conta, desde 2009, com sua segunda unidade da rede de laboratórios Paulo C. Azevedo, tradicional instituto de análises clínicas paraense, fundado em 1941.
Localizada em Cidade Nova, a edificação foi desenhada pelo escritório M2P Arquitetura & Engenharia, que já havia projetado outras instalações para o mesmo cliente (leia PROJETO DESIGN 313, março de 2006). Também neste caso o programa está contido em uma edificação horizontal, mas sem subsolo.
O edifício ocupa terreno de 600 metros quadrados em uma região comercial, próxima de um conjunto habitacional. “O conceito é semelhante ao de outros laboratórios da rede também idealizados por nosso escritório”, relata o arquiteto Aurélio Meira, um dos sócios do M2P.
O programa demanda, fundamentalmente, espaços para recepção/atendimento e salas para coleta de material/realização de exames.
No posto de Ananindeua, Meira e colaboradores distribuíram as funções numa planta em forma de L, à qual se adicionou um apêndice na haste menor. Na porção mais extensa, voltada para a via principal, foi alocada a recepção/atendimento, que, a rigor, é fracionada, pois parte dela é destinada a um espaço chamado de espera diferenciada.
As salas para a coleta de material e realização de exames foram dispostas ao fundo. Para dar forma à edificação, os autores optaram por componentes metálicos na estrutura e vidro na vedação, este para proporcionar grande transparência e luminosidade nas áreas internas, informa Meira.
Meira conta que a ideia surgiu quando, ao procurar solução para a volumetria da construção, no computador operado pelo filho, Joaquim (“não sei mexer com Autocad”, confessa Aurélio), fez surgir no monitor uma série de linhas. “Congela essa imagem e tira uma cópia”, pediu. A partir dela e usando tinta, Meira esboçou a trama da fachada.
Na parte interna da edificação, alinhamse numa mesma bancada os postos de trabalho das atendentes e os balcões mais altos da recepção. Madeira nas superfícies de trabalho, revestimentos cerâmicos claros no piso e o vermelho que reveste os balcões avivam a espacialidade da área que recebe o público.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 379 Setembro de 2011


Aurélio Meira formou-se em engenharia (1975) e arquitetura (1978) pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Joaquim Meira graduou-se em arquitetura pela Universidade da Amazônia em 2000. Marci Pereira e Silvana Meira (UFPA, 1982 e 2000, respectivamente) completam o quarteto que atua no escritório M2P Arquitetura & Engenharia, constituído por Aurélio na década de 1970

