Miguel Pinto Guimarães
Residência, Petrópolis, RJ
- Detalhes
- 11 de Outubro de 2011. Visitas: 20.458
Localizado a cerca de 20 quilômetros do centro histórico de Petrópolis, o distrito de Pedro do Rio tem sua paisagem marcada por montanhas e vales, dos quais muitas pessoas procuram desfrutar em casas de lazer e veraneio, demanda na qual se classifica a residência projetada por Miguel Pinto Guimarães.
A configuração da morada, construída rente a uma encosta rochosa, aproveita a topografia do lote para expandir a vista da natureza que a cerca. Peças em madeira cumaru, alvenaria e elementos metálicos deram forma à edificação.
O acesso à casa é feito pelo pavimento intermediário. “A entrada cruza a construção e define um hall coberto pelo piso superior”, detalha Guimarães. É na cota do acesso que foram dispostos os espaços de convívio: varandas, salas de estar, jantar e vídeo, cozinha e dependências de serviço.
O andar superior foi reservado para os dormitórios: a suíte principal é voltada para a paisagem e os quartos de hóspedes (três) tem varandas junto à encosta posterior.
O pavimento inferior destinou-se ao lazer. Piscina, jardim, varanda coberta com churrasqueira, sauna e sala de ginástica são agrupados nesse piso, que o arquiteto identifica como piloti.
“Essa solução decorre da opção de rebaixar o nível do jardim para reduzir o muro que o contém, escolha que gerou uma área coberta correspondente à projeção do pavimento intermediário”, revela Guimarães.
A proposta de acomodar o programa em três lâminas estreitas e alongadas deve-se, sobretudo, à adequação da forma à topografia, segundo o autor.
Guimarães explica que o partido foi consolidado pelo uso conferido aos pavimentos durante a permanência na casa: o inferior é frequentado predominantemente durante o dia; o intermediário, no transcorrer da noite; e o superior, para o pernoite.
“O tipo de utilização de cada um diminuiu consideravelmente o esforço e a circulação vertical”, avalia o arquiteto.
O fato de o terreno ser sombreado em boa parte do dia pelo maciço de pedra que o limita ao fundo foi determinante para a definição do projeto em dois aspectos apontados por Guimarães: o desenho da cobertura e a localização da piscina.
A cobertura é constituída por telhado de apenas uma água, gerando a fachada frontal de 4,20 metros em cada cômodo - triângulos laterais somam-se à modulação e otimizam o aproveitamento da iluminação natural na maior parte do dia.
A piscina estende-se por todo o plano do jardim e se projeta sobre o desnível do terreno. “Ela busca a maior exposição ao sol, driblando a sombra da casa e da pedra”, conclui o autor.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 378 Agosto de 2011
Miguel Pinto Guimarães (FAU/ UFRJ, 1997) tem projetos residenciais implantados no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Em seu escritório desenvolve também trabalhos de arquitetura corporativa
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