Paulo Bruna Arquitetos Associados

Edifício comercial Duquesa de Goiás, São Paulo

Plantas, cortes e fachadas
Fichas técnicas
Fornecedores
Duas alas sobre pilotis são unidas pelo átrio envidraçado
Implantação, estrutura e
conforto
Menção honrosa no Prêmio Asbea 2003, na categoria edifícios de serviço, o Duquesa de Goiás foi desenhado pelo escritório Paulo Bruna Arquitetos Associados, dirigido por Paulo Bruna.

Situado próximo à marginal Pinheiros, no Morumbi, o prédio possui singularidades - como sua viabilização, a implantação, a estrutura e os brises - que o distanciam da produção comum para o mercado imobiliário.

O lote onde foi implantado o edifício, no sopé de um morro, possui como vizinho de fundo uma área pública arborizada que, graças ao emprego de pilotis na edificação, liga-se visualmente com a rua. A área em pilotis é utilizada como estacionamento em dois níveis, conforme a inclinação do terreno.

Sob a parte com pé-direito mais baixo, foi construído um subsolo técnico, que abriga caixa-d’água, bombas e gerador, entre outros equipamentos. Uma via interna organiza o fluxo de veículos.

O edifício possui três pavimentos para escritórios, totalizando, no máximo, 12 conjuntos. A planta em H permite subdividir o espaço em até quatro unidades com 283 metros quadrados cada uma.

A cobertura, na ala à esquerda de quem olha o prédio a partir da rua, é ocupada pelo mezanino do escritório do terceiro andar e um terraço. À direita, essa área corresponde à sala de ginástica e aos vestiários comuns dos condôminos.

A porção central do H é ocupada pela circulação - que inclui elevadores panorâmicos, sem casas de máquinas -, voltada para um átrio envidraçado que, situado no eixo frontal do prédio, abre-se diante de uma grande árvore. Essa parte da edificação é estruturada com metal, diferentemente do restante, em concreto armado (pilares redondos com fôrma de papelão) ou protendido (lajes e vigas), com vãos de até 15 metros.

O aço está presente também no revestimento da fachada, com painéis horizontais importados da Alemanha. A estrutura mista e a aparência externa aproximam este projeto de outro realizado por Paulo Bruna e Roberto Cerqueira César, o Ática Shopping Cultural (leia PROJETODESIGN 210, julho de 1997), que recebeu o grande prêmio da 3ª BIA/SP.

A preocupação com o conforto ambiental se revela no emprego de brises horizontais e verticais - estes últimos, de madeira, ainda não implantados. Assim como todos os outros elementos do edifício, este tem origem definida: Paulo Bruna e Cerqueira César foram sócios do escritório Rino Levi.

O empreendimento foi viabilizado não por um incorporador convencional, mas por um pequeno grupo de sócios, entre os quais o próprio Paulo Bruna, que instalou ali seu escritório de arquitetura.

Assim, foi possível obter um elevado nível no projeto arquitetônico (que considerou desde a implantação até o conforto ambiental), item em geral pouco valorizado pelo mercado imobiliário. Isso distancia o edifício da produção de prédios comerciais em São Paulo.

No entanto, não o torna inadequado à comercialização, muito pelo contrário: todos os itens característicos das edificações de última geração, como automação, controle de segurança, ar condicionado ou piso elevado, estão presentes, inclusive com shafts extras, para possíveis novidades tecnológicas.

Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 288 Fevereiro de 2004

O caixilho do átrio possui estrutura metálica independente
Vistas do fundo, as duas alas também são bem definidas
Os escritórios abrem-se para o átrio envidraçado
Brises horizontais metálicos protegem
a fachada e auxiliam na manutenção
As abas internas na estrutura do caixilho
auxiliam na limpeza dos vidros
O volume curvo revestido em madeira
abriga o vestiário dos funcionários